Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 29/07/2022

A série da Netflix, “Lindinhas”, passa a mensagem da realidade atual em nossa sociedade, onde crianças começam a ter o hábito de dançar de forma sensual, com músicas de letras pornográficas, devido a influência da mídia e a viralização em redes sociais. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o uso errôneo da influência e o aumento do uso tecnológico.

Em primeira análise, evidencia-se o uso errôneo da influência. Sob essa ótica, segundo pesquisas do Google, houve um aumento maciço de 89% na quantidade de influenciadores digitais, os quais são seguidos por crianças, que por sua vez não possuem uma certa fiscalização dos pais. Dessa forma, é observado uma sociedade que influencia o sexo para todos que tem olhos e ouvidos, inclusive crianças que são influenciadas de forma errada na internet, sendo direcionadas a conteúdos não recomendados para suas idades.

Além disso, é notório o aumento do uso tecnológico. Desse modo, segundo R. Buckminster Fuller, “A humanidade está adquirindo toda tecnologia certa por todas razões erradas”, o que pode ser comprovado por atitudes de pais que disponibilizam aparelhos tecnológicos aos seus filhos ainda bebês, permitindo um crescimento com uma certa independência e privacidade tecnológica. Consoante a isso, é necessário que pais façam o uso de aparelho com suas crianças de forma responsável e cautelosa.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham ampliar com equilíbrio, o controle parental quanto ao uso da tecnologia por crianças. Dessa maneira, cabem aos pais supervisionarem o acesso de seus filhos em redes sociais, por meio do estabelecimento de conversas e relações confiáveis, a fim de que possa fazer o uso tecnológico de maneira segura. A partir dessas ações, pode promover um ambiente tecnológico seguro para crianças.