Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 10/07/2022

‘‘A primeira condição para alterar a realidade é reconhecê-la’’, a frase dita por Eduardo Galeano, escritor uruguaio, entra em acordo com a contemporaneidade no quesito de retirar da invisibilidade a questão do controle parental na internet. Assim, com a ascensão de conteúdos de todos os tipos e a rápida inserção das crianças nas tecnologias se faz necessário a medida. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: impassibilidade dos indivíduos e negligência governamental.

Cabe mencionar, em primeiro plano, a impassibilidade dos indivíduos como agravante no revés. Acerca disso, o ‘‘Imperativo Categórico’’, conceito trabalhado pelo filósofo prussiano Kant, afirma que os indivíduos devem agir com base em ações que gostariam de ver aplicadas como uma lei universal. No entanto, parte expressiva do tecido civil, em vez de aplicar as metodologias de controle sobre seus filhos - o que poderia ser feito mediante uma ativação das opções disponibilizadas nos próprios aparatos -, age com indiferença e descaso, perpetuando um ambiente livre e perigoso para as crianças, uma vez que é de fácil acesso as mesmas entrarem em páginas e conteúdos indesejados. Isso promove, pois, uma nefasta conjuntura de exposição excessiva de crianças. Logo, é preciso fazer valer na prática o pensamento Kantiano, com vistas ao bem-estar social.

Ademais, é notória a negligência governamental como coadjuvante na questão. Nesse sentido, o filósofo Thomas Hobbes defendia a ideia de que o Estado tem obrigação de promover meios que auxiliem a coletividade. Todavia, esta tese não se aplica, visto que as autoridades governamentais não criam medidas de incentivo estatal aos país protegerem seus filhos de conteúdos nocivos cibernéticos, o que pode ocasionar em danos futuros a nação, visto que as crianças são o futuro. Então é preciso de mudanças do governo urgentemente.

Portanto, é necessária a adoção de medidas que aumentem o controle. Por conseguinte, cabe ao Governo Federal - incumbido de todas demandas sociais da nação -, por meio dos cofres públicos, aplicar campanhas de incentivo ao controle, explicando como e porque, a fim de proporcionar um ambiente mais seguro para o futuro da nação. Somente assim, a tese de Eduardo Galeano se concretizará.