Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 14/07/2022
No século XIX, no Brasil, desenvolve-se a Revolução Tecno-Científico, a qual possibilitou o uso de tecnologia por diversas áreas. De maneira análoga a isso, depara-se com o uso exacerbado pelas crianças e seu controle. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o mar de conteúdo disposto e os perigos oferecidos.
Em primeira análise, evidencia-se a exacerbada quantidade de conteúdo disposto nos meios digitais, e o modo que estes são acessados pelos mais jovens. Sob essa ótica, segundo estudos realizados pelo instituto Interbrasil, mais de ¾ da população das crianças já acessaram algum tipo de conteúdo inadequado à sua idade. Dessa forma, é inegável que haja supervisão dos sites e aplicativos acessados pelas crianças.
Além disso, é notório os perigos em que as crianças estão expostas, sejam a conteúdos inapropriados ou a violência, como por exemplo, a pedofilia. Desse modo, assim como afirmado por Jurgen Habberns, renomada socióloga, a linguagem é uma verdadeira ferramenta de ação. Consoante a isso, é indubitável que o auxílio parental, por meio das orientações, venha a promover a seleção destes.
Depreende-se, pois, a adoção de medidas que venham ampliar o auxílio da monitoria dos responsáveis. Dessa maneira, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, desenvolver projetos de leis que venham abranger esse público, a fim de restringir a publicação de conteúdo inapropriado nas plataformas digitais. Somente assim, a seleção de conteúdo poderá ser restringida a fim de beneficiar o meio social.