Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 15/07/2022
O Controle Parental é um tema recorrente na história da humanidade. De maneira análoga a isso, na decáda de 90, por exemplo, era comum encontrar selos nas capas de CDs alertando a necessidade da supervisão de um adulto, em respeito daquele conteúdo. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o vício eletrônico e os riscos e ameças do mundo virtual.
Em primeira análise, evidencia-se que cada vez mais cedo, as crianças têm contato meios tecnológicos antes mesmo de aprenderem a ler e escrever. Sob essa ótica, segundo a neuropedagoga Priscila Peres, a utilização de tecnologia excessiva pode mudar o comportamento das crianças. Dessa forma, acabam se tornando mais inquietas, ansiosas e retraídas, em comparação àquelas que têm contato com, animais e atividades lúdicas e ao ar livre.
Além disso, é notório os riscos existentes no mundo virtual, a internet é um ambiente aberto onde se pode publicar qualquer tipo de informação. Desse modo, caso o acesso de crianças e adolescentes não seja monitorado e limitado, eles podem estar expostos a imagens e vídeos de natureza inadequada à sua idade, como conteúdos violentos, sexuais ou cheios de discurso de ódio.
Depreende-se, portanto, a primordialidade de ações governamentais que visem atenuar a problemática. Dessa maneira, cabe ao Estado apoiar o programa Coordenador de Pais, a fim de facilitar o diálogo e fomentar a necessidade de direcionar o uso da internet pelos filhos, por meio de palestras, junto de pedagogos e técnicos especialistas em informática, visando como usufruir do controle parental e usa-lo corretamente e com sabedoria.