Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 18/07/2022

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º o direito a proteção á infância como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa Controle parental: como a tecnologia melhora a proteção online, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a pedofilia na internet. Nesse sentido segundo a psicóloga Fernanda teles, outro fator que contribui para casos de pedofilia virtual, é a facilidade desse contato por meio de redes sociais e jogos onlines. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John locke, configura-se como uma violação do ‘‘contrato social’’, já que o Estado não compre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis como a proteção a infância o que infelizmente é evidente no pais.

Ademais, é fundamental apontar a Omissão governamental como impulsionador de assédio virtual no Brasil. Segundo um relato em vídeo do “youtuber” Felipe Neto fez com que muitas famílias abrissem os olhos para a exposição excessiva de seus filhos na internet. Diante de tal exposto temos o jogo conhecido como baleia-azul que continha 50 desafios diários e autodestrutivos que a participação envolvia redes sociais, outrossim teve um aumento de 26% de suicídio de crianças e adolescentes segundo o site EL PAIS. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Deprende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso é imprescindível que a midias, por intermédio de redes sociais e jornais divulguem e alerte os pais sobre o risco da internet, a midia e uma grande difusora de opinão, poderia abordar a questao das crianças, com o proposito de maior conscientização social sobre o assunto a fim de evitar a exposição exagerada nas redes sociais. Assim, se consolidará uma sociedade mais segura, onde o Estado desempenha corretamente seu’‘contrato social’’.