Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 22/07/2022

No filme “Confiar”, é retratado o caso de uma adolescente que ganhou um computador dos pais e começa a interagir nas redes sociais com pessoas, até que é enganada por um pedófilo que fingia ser outro cidadão. Nessa perspectiva, os episódios de enganação de criminosos com crianças só aumentam ao longo dos anos. Assim, mostra-se relevante pensar no controle parental quanto ao uso da tecnologia, uma vez que a falta de proteção na internet e o acesso a todos os tipos de conteúdo sem filtro configuram os problemas desse cenário.

Nesse contexto, cabe pautar a falta de proteção na internet como principal causa do revés. Isso porque a ausência de experiência e a ingenuidade dos jovens atrai criminosos que podem aplicar golpes ou até mesmo manipulá-las se passando por outras pessoas e ocorrer crimes graves como sequestro e estupro. Prova disso recai em dados do G1 na qual mostram que os pedófilos usam redes sociais para terem primeiro contato com a vítima, ou seja, o monitoramento dos pais no que seus filhos fazem em meio tecnológico é imprescindível, tanto para prevenir situações desastrosas como para manter a integridade infantil.

Ademais, é imperativo destacar o acesso a todos os tipos de conteúdo sem filtro mais um fator que sugestiona o controle parental. Esse contexto envolve o acesso do público infantil a todo e qualquer conteúdo na internet, o que permite que as crianças estejam vulneráveis a conhecimentos inadequados para a faixa etária. Segundo o psicólogo russo Lev Vygotsky, o homem é fortemente influenciado pelo meio em que está inserido, ou seja, o consumo de assuntos errados pode influenciar na educação e na vida da pessoa visto que, na primeira infância o caráter e personalidade do jovem ainda está em formação.

Portanto, com o objetivo de aumentar o controle parental e preservação da infância, é dever do Ministério da Educação, orgão responsável pela educação do país, a criação de políticas públicas que monitorem a internet em geral, por meio da contratação de profissionais da área de tecnologia, a fim de se certificarem que os sites são seguros para os menores e tenham recomendação de faixa etária, além de incentivarem os responsáveis a verificarem o que seus filhos fazem em meio online. Assim, a integridade e o bem-estar infantil serão preservados.