Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 24/07/2022
Com o avanço da telecomunicação, é notório que o acesso a rede se tornou algo primordial para a relação interpessoal. Contudo, crianças já nascem envolvidas nesse mundo digital e apresentam facilidade em lidar com tais aparelhos tecnológicos, utilizando de muitos benefícios, porém acabam ficando visíveis aos perigos desse “território” sem barreiras. Sob essa perspectiva, é de devida importância o acompanhamento dos pais, mas, de modo que não comprometa a privacidade do filho.
Em uma primeira análise, é importante enfatizar que a internet pode trazer muito auxílio quando usada da forma adequada, porém pode apresentar muitas ameaças ao se tratar de um indivíduo ingênuo como a criança. Segundo o blog informativo intelbras, no Brasil, uma em cada cinco já acessaram algum conteúdo indesejado. Nesse contexto, o acompanhamento e a fiscalização dos pais ao material acessado pelo filho, se torna crucial para manter a proteção contra os riscos, devendo intervir e educar quando houver necessidade, garantindo um crescimento saudável para a criança.
Ademais, é fundamental apontar que a segurança através da fiscalização parental é de grande importância, portanto, assim como os adultos, as crianças devem ter privacidade. Na série tecnológica e fictícia “Black Mirror” é retrada em um episódio, uma mãe que utiliza de um recurso tecnológico para controlar a vida da filha, invadindo sua privacidade. Percebe-se então, que a proteção em excesso pode se tornar invasiva e trazer um sentimento de desconforto ao filho, por isso deve-se analisar corretamente o tipo de segurança realizada.
Em vista dos fatos supracitados, faz-se imperiosa a adoção de medidas que garantem a segurança infantil contra os males das redes. Então, cabe ao Estado, através do Ministério da Educação, promover a conscientização dos pais sobre a ameaça que apresenta alguns conteúdos da internet, impedindo o seu contato com as crianças. Cabe também aos pais, optar pelas ferramentas a serem utilizadas, analisando com cuidado os devidos controles, para que essa proteção não seja muito controladora e invada a privacidade do seu filho. Concretizando-se a proposta, a criança só se beneficiará da utilização do espaço virtual.