Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 27/07/2022

A psquiatra brasileira Ana Beatriz ressaltou que o cérebro chega ao seu estágio pleno de formação perto dos 25 anos, o que indica que os cérebros das crianças estão em uma fase intermediária de desenvolvimento. Esse fato enfatiza a neces-sidade de um controle parental quanto ao uso tecnológico das crianças, o qual é justificado pela capacidade incompleta de discernirem sobre estarem, ou não esta-rem, em situações arriscadas. Por isso a falta da disceminação dessa forma de gerenciamento parental é uma problemática, a qual é gerada pela desinformação dos pais quanto aos perigos tecnológicos e a falta de incentivo governamental.

Convém ressaltar, a princípio, que a falta de informação sobre os riscos quanto ao uso das tecnologias é um fator determinante para a persistência do problema.

O filósofo alemão Imannuel Kant enfatizou que “o ser humano é aquilo que a edu-cação faz dele”. Em papalelo à realidade atual, os responsáveis pelas crianças não são educados quanto aos perigos encontrados nos meios tecnológicos, o que gera seres humanos despreocupados em aplicar o controle parental em seus lares, os quais são movidos pela ignorância acerca desse assunto.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da falta de incentivo gover-namental para promover o controle parental. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, que entrou em vigor em 1948, ratifica o acesso à segurança como um direito fundamental de todos e um dever do Estado. Nesse contexto, quando não há o controle parental sendo aplicado pode ocorrer riscos à integridade, tanto físi-ca quanto mental, das crianças, o que gera inacessibilidade a esse direito primor-dial.

Portanto, para diminuir os fatores que atenuam a disseminação do controle pa-rental, medidas precisam ser tomadas. Faz-se necessário, pois, que o Governo - im-portante agente de transformações sociais - incentive as famílias à praticarem o controle parental em seus lares por meio de palestras apresentadas por autorida-des em cibersegurança para os pais, tanto em comunidades municipais quanto estaduais. Ademais, elas devem ser gravadas para poderem ser distribuídas de forma digital pela mídia para atingirem um público maior, para que, assim, a escassez do controle parental não seja mais uma realidade no Brasil