Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 06/08/2022
No documentário “O dilema das redes”, produzido pela Netflix, explora o papel das redes sociais e o impacto na sociedade, que nem sempre é benéfico. A produção conta com a participação de especialistas em tecnologia, que mostram como o uso de internet por crianças e adolescentes pode ser perigoso, e requisita a atenção dos pais e responsáveis. De maneira análoga, é notável o controle parental quanto ao uso de tecnologia, ocasionando na prevenção das crianças sobre os perigos reais do mundo virtual. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o papel da escola quanto ao uso da tecnologia e a importância do controle parental.
Em primeira análise, evidencia-se o papel da escola quanto ao uso da tecnologia. Sob essa ótica, no Brasil 89% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos de idade já usaram internet, segundo dados divulgados pela Unicef. Dessa forma, toda escola deveria assumir o compromisso ético de proporcionar aos alunos o uso adequado dessas ferramentas, dando, assim, subsídios para que sejam capazes de filtrar as informações disponíveis, produzir conteúdos e conseguir articulá-los de forma reflexiva.
Além disso, é notório a importância do controle parental. Desse modo, segundo Zygmunt Bauman, filósofo e sociólogo polonês, as redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha. Consoante a isso, por meio do controle parental, é possível monitorar o acesso a sites, bloquear conteúdos impróprios para a idade, determinar o tempo de tela e limitar ou restringir compras, mensagens e uso da câmera. Existem aplicativos e softwares desenvolvidos especialmente para essa segurança. Depreende-se, por fim, a adoção de medidas que venham ampliar o controle parental quanto ao uso de tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação e a Família, fazer abordagem de tal tema nas escolas,com projeto de orientação dos pais e responsáveis sobre o problema, por meio de debates e de rodas de conversa com psicólogos e com pedagogos, a fim de que os criminosos não se aproveitem da ingenuidade das vítimas para cometer crimes virtuais como clonagem de dados pessoais, cyberbullying e pedofilia.