Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 03/08/2022
Aldous Huxley defende que: “Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. Tal perspectiva é verificada na questão do controle parental quanto ao uso de tecnologias, dado que muitas crianças são expostas há conteúdos inapropriados que circulam na internet, como violência e sexualidade, por ausência de supervisão. Nesse contexto, observa-se a configuração de um complexo problema, que tem como causas o silenciamento e a influência familiar.
Sob esse viés, pode-se apontar como fator determinante a falta de debate. Para Djamila Ribeiro é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, há um silenciamento instaurado na questão do controle parental quanto ao uso de tecnologias, visto que tal temática não é amplamente abordada, ficando a mercê da sociedade. Ademais, o alto uso das tecnologias pelas crianças não é uma preocupação para a maioria dos pais ou responsáveis de menores brasileiros. Assim, é preciso tirar essa situação da invisibilidade, para que soluções sejam promovidas, como defende a pensadora.
Em paralelo, vale ressaltar que a formação familiar influencia fortemente problema. Aristóteles definiu a família como a comunidade que serve de base para a sociedade. No entanto, a família não vem sendo basilar ao se tratar de controle no uso de tecnologias pelas crianças, uma vez que os casos do pedofilia na internet, exposição há conteúdos de natureza violenta e sexual aumentam na vida das crianças, isso se dá porque grande parte dos familiares não fiscalizam o acesso dos pequenos nas redes sociais. Logo, urge que a família se torne basilar.
Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, as redes sociais, como Instagram e o Facebook devem realizar lives sobre a temática, mediadas por grandes influenciadores digitais, a fim de reverter o silenciamento que impera. Tal ação pode, ainda, contar com a divulgação de uma hashtag nas mídias. Paralelamente, é preciso intervir na influência familiar presente no problema.