Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 04/08/2022

“Constrímos muitos muros e poucas pontes”. Essa afirmação do teólogo e cientista inglês Issac Newton pode ser facilmente aplicada ao comportamento da sociedade diante do controle parental quanto ao uso da tecnologia, já que essa problemática é marcada na sociedade por concentrar a construção de barreiras sociais e a escassez de medidas para a sua erradiação. Portanto, dois problemas destacam-se: A falta da fiscalização dos pais e a negligência escolar sobre as consequências da tecnologia.

Diante desse cenário, evidencia-se que a falta de fiscalização dos pais favorece a pedofilia. Sob essa óptica, segundo a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), a pedofilia aumentou mais de 50% com o auxílio da internet. Dessa maneira, é necessário que ações de cautelas ocorram pelos pais, por meio de fiscalização dos celulares, conversas sobre o uso de certos aplicativos e até conversas com estranhos.

Paralelamente, é notório a negligência nas escolas sobre as consequências ao uso da internet. Desse modo, é preciso que retores educacionais e tecnológicos coloquem em ação esse assunto,trazendo, então, conhecimento aos alunos sobre esses assuntos. De acordo com o filósofo Immanuel Kant “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Sendo assim, as escolas tem o papel de alertar aos jovens e as crianças quanto ao uso da tecnologia e os perigos que há nela.

Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessária medidas para ampliar o controle parental ao uso da tecnologia. Dessa maneira, cabe ao Governo Ferderal elaborar um plano de ação tecnológico, em parceria com o Ministério da Educação e o Ministério da Tecnológia, por meio palestras e campanhas nas escolas de como identificar um pedófilo e um aplicativo que possa ajudar a saber que aquele usuário é anônimo, com o objetivo de diminuir os pedófilos da internet, a fim de gerar mais segurança aos pais e aos jovens na utilização da tecnologia. Somente assim, vai poder construir as pontes que o teólogo Issac Newton diz.