Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 01/08/2022

O filósofo Raimundo de Texeira, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a bandeira brasileira, mas sim para a nação que, atualmente, enfrenta inúmeros impencilhos para o seu desenvolvimento. De maneira análoga a isso, observa-se dois aspectos importantes: interações com pessoas desconhecidas e amadurecimento precoce.

Em primeira análise, evidência-se as intenções nas redes socias com pessoas desconhecidas. Sob essa ótica, vemos em uma novela produzida pela SBT “Poliana Moça”, onde duas crianças marcam um encontro com supostos pais de um amigo virtual, que são dois criminosos, mas na hora do encontro um jovem chega e impede que os criminosos fizessem algum mal. Dessa forma o livre acesso à internet dispõe de um risco imenso podendo custar a vida das crianças.

Além disso, é notório o amadurecimento precoce na infância. Desse modo, na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se. Consoante a isso, crianças de 11 anos são influenciadas por “blogueiras mirins”, como Andrielly Mendes, Andrielly com apenas 6 anos de idade age como uma adulta, dança, canta e fala como uma pessoa mais velha.

Depreende se, portanto, a adoção de medidas que venha ao aumentar o controle parental ao uso da tecnologia das crianças. Dessa maneira, cabe ao MCTIC -Ministério da Ciências, Tecnologia, Inovação e Comunicação - fazer com que as pessoas de até 14 anos tem um acesso a internet com a supervisão de um responsável, por meio de aplicativos de monitoramento e proibições para quem não obedecer, a fim de que as interações com estranhos venham ser contidos. Somente assim o lema ordem e progresso de Raimundo de Teixeira estará sendo cumprido.