Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 01/08/2022
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que diz respeito a questão das crianças e o uso das tecnologias. Com isso, surge a polêmica do controle parental, que persiste intrínseco à realidade brasileira, seja pela negligência familiar seja pela base educacional lacunar.
Em primeira análise, evidencia-se a ausência de cuidados dos responsáveis quanto o uso da tecnologia. Sob essa ótica, analisando a pesquisa do site Kaspersky Lab. Vemos que apenas 37% dos pais estão preocupados com o que seus filhos podem acessar na internet. Dessa forma, podemos afirmar que a irresponsabilidade da sociedade vem gerando um risco muito grande do que as crianças estão acessando na internet, tornando ainda mais necessário a supervisão para a prevenção das crianças.
Além disso, é notório a lacuna educacional, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema. De acordo com Nelson Mandela, " a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo" nesse sentido as escolas deveriam alertar e orientar os alunos sobre os cuidados a serem tomados nos aparelhos tecnológicos para a progressão de uma sociedade melhor.
Logo, é necessário que as prefeituras, em parceria com o governo do estado, proporcionem a criação de oficinas educativas, a serem desenvolvidas nas semanas culturais dos colégios estaduais. Esses eventos podem ser organizados por meio de atividades práticas, como dramatizações, dinâmicas e jogos, de modo a proporcionar a visualização do assunto, além de palestras de sociólogos que orientem a monitoração parental nos aparelhos das crianças para os jovens e suas famílias, com embasamento científico, a fim de efetivar a elucidação da população sobre o tema.