Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 02/08/2022
Na série “Young Sheldon“, é retratado um cenário em que seu personagem principal é uma criança com níveis de percepção e inteligência elevados. De forma que qualquer tentativa de “polir“ sua criatividade se mostra falha e com efeito inverso ao desejado. O capítulo transcende a ficção quando relacionado aos perigos da internet e a falta da privacidade dos jovens e seus efeitos.
Em primeiro lugar, é de extrema importância destacar que segundo Hegel, “As verdades configuram-se de acordo com suas épocas históricas“, desse modo, percebe-se que com o passar dos anos e com a chegada da tecnologia e suas ciências, a mudança na criação de crianças por todo o mundo foi perceptível, seja de perspesctiva negativa ou positiva. Como observado na pesquisa feita pelo Globo Repórter, mais da metade das crianças selecionadas já visualizou um conteúdo danoso a sua educação, seja algo violento, pornográfico ou de gatilhos comportamentais. Assim, é de fácil percepção que com esses conteúdos disseminados pela internet, crianças sem o devido amparo parental, como travas virtuais e acessos a localizações via aplicativos e redes estão expostas a um perigo constante, pois não tem a fácil percepção de problemas cotidianos.
Ademais, vale ressaltar que devido aos cuidados e prevenções paternos, muitas vezes os jovens tem sua privacidade totalmente invadida, o que causa um efeito inverso na educação digital da criança, de forma que a falta de privacidade digital faça com que o jovem use mecanismos que os pais não tem um conhecimento avançado para lidar com o problema. De acordo com o jornal americano NYT, especialistas afirma que os gatilhos de desconfiança em relação aos pais tem consequencias em toda a fase infantil e muitas vezes acarretam em problemas psicologicos na vida adulta. Ou seja, para o amparo correto das crianças, a prevenção feita pelos pais deve ser acompanhada por profissionais.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para reverter esse quadro. Para isso, urge que o governo em comum acordo com digitais influencers possam por meio de veículos digitais como Facebook e Instagram criar projetos que usem a própria internet como plataforma para que especialistas na educação infantil possam de forma gradativa reverter esse quadro.