Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 05/08/2022

Observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca do controle parental quanto ao uso da tecnologia. Isso acontece devido ao individualismo e à irracionalidade, fatos que culminam em preocupantes mazelas desse modo, é imprescindível refletir e intervir em tais problemáticas em prol da plena harmonia social.

Efetivamente, o individualismo existente em grande parte da sociedade pode ser evidenciado como um problema que impede a resolução do controle parental quanto ao uso da tecnologia. Nesse sentido, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, em sua tese “modernidade líquida”, a contemporaneidade é marcada pela volatilidade das relações sociais : a fragmentação do laços afetivos e o individualismo. Sob esse viés, ressalta-se que a rassividade coletiva, perante ao controle exagerado, demonstra a realidade bauniana. Isso acontece, porque, infelizmente, muitos indivíduos— preocupados com o consumismo e com seus desejos pessoais e laborais— não se importam com o que ocorre ao seu redor. Desse modo, a irresponsabilidade cidadã compromete a saúde mental das crianças.

Além disso, conforme o conceito de " banalidade do mal", trazido pela filósofa Hannah Arendt, quando uma atitude hostil ocorre constantemente, a sociedade passa a vê-la como banal. Dessa forma, isso evidencia à irracionalidade em relação ao controle exagerado, configurando a trivialização da maldade que, para Arendt, ocorre quando há falta de reflexão sobre os males ao redor dos indivíduos. Nesse viés, percebe-se que a população normalizou os danos que podem ser causados. Como cosequência, isso tem gerado medo nas crianças.

Logo, cabe aos responsáveis das crianças dialogar sobre os perigos e riscos da Internet. Essa ação irá ocorrer por meio de conversas para alertar as crianças. Isso, então, tem a finalidade de remediar não somente o individualismo, mas também à irracionalidade.