Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 06/08/2022
Na série “Ginny e Georgia”, Ginny, uma criança, fica exposta a ataques virtuais realizados por pedófilos, após usar redes sociais sem a devida fiscalização dos pais. De maneira análoga a isso, fora da ficção essa é uma realidade muito comum e que deve ser discutida, visto que o controle parental quanto ao uso da tecnologia garante a segurança e integridade de crianças e jovens. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o silenciamento da mídia e a negligência parental.
Em primeira análise, evidencia-de que o silenciamento da mídia acerca da falta de controle parental e os riscos que existem no uso desenfreado da tecnologia contribuem para a problemática. Sob essa ótica, de acordo com a escritora Djalma Pereira, “É necessário tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas”. Consoante a isso, a escassez de debates acerca do assunto e da ampla divulgação de dados e notícias sobre os perigos que as tecnologias oferecem contribui para que o tema não tenha a visibilidade necessária em nossa sociedade.
Além disso, é notório que a negligência parental ao não fiscalizar o que o filho consome nas telas contribui para o impasse. Desse modo, de acordo com a Constituição Federal, “É dever do Estado, da sociedade e da família garantir o bem estar e os direitos fundamentais à criança, ao adolescente e ao jovem”. Contudo, é perceptível que isso não ocorre, visto que o controle e a fiscalização do uso de tecnologias por menores de idade e a restrição de acesso a conteúdos inapropriados é quase inexistente, o que mostra a negligência que os pais têm com a segurança e o bem-estar de seus filhos.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham ampliar o controle parental, tornando as tecnologias seguras para crianças e jovens. Dessa maneira, cabe ao Governo Federal em parceria com a Mídia promover campanhas publicitárias e palestras que exponham os riscos que existem no ambiente virtual e a necessidade do controle parental, a fim de conscientizar e levar o conhecimento necessário a população, garantindo assim, um espaço seguro para os jovens. Com isso, casos como o de Ginny serão raros e caso aconteçam, serão reconhecidos facilmente e rapidamente denunciados.