Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 05/08/2022

A tecnologia e seus aparelhos, com o passar dos anos estão se tornando mais acessíveis, com programações para todas as idades. Mas nem sempre esse acesso é seguro, ainda menos se tratando de crianças. De maneira análoga a isso, é primordial a necessidade dos pais controlarem a utilização da internet por seus filhos. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: O controle da exposição das crianças à telas e o uso das redes sociais.

Nessa análise, evidencia-se que o tempo em que uma criança passa em aparelhos pode ser muito prejudicial ao seu futuro. Sob essa ótica, um estudo feito nos Estados Unidos provou que adolescentes que passam mais de 3 horas diárias em dispositivos eletrônicos tem mais chances de ter fatores de risco ligados ao suicídio, além de desenvolverem índicios de ansiedade e depressão. Dessa forma é imprescindível que o tempo de tela também seja monitorado pelos familiares, já que o excesso de exposição pode acarretar a problemas graves à saúde infantil.

Além disso, é notório que as redes sociais podem ser uma porta direta ao perigo, quando utilizada por menores, sem monitoramento dos adultos. Desse modo, aplicativos como Disney Plus e Netflix e o sistema operacional IOS, presente em dispositivos da marca “Apple” , vem sendo aliados à proteção das crianças, utilizando senhas que, somente os pais sabem, contra conteúdos nocivos, violentos e sexuais, ou também compartilhando a localização e dados dos dispositivos dos menores aos responsáveis. Consoante a isso, muitas formas de proteção podem ser adicionadas na vida de uma família de forma saúdavel.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham ampliar o controle parental. Dessa maneira, cabe ao poder familiar, fazer com que seus filhos possam se divertir na internet de forma segura, por meio da utilização de senhas que bloqueiem conteúdos potencialmente arriscados e também instalando aplicativos de monitoramento nos dispositivos dos menores, a fim de tornar o ambiente tecnológico um lugar salvo e protegido aos seus descendentes.