Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 06/08/2022
“Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”, Na música “Que país é este?”, da banda Legião Urbana, há a denúncia acerca de diver-sos problemas sociais. Na realidade brasileira, isso pode ser observado na medida em que o controle parental quanto aos uso da tecnologia passa a ser fundamental para a prevenção do abuso infantil.
Efetivamente, de acordo com a Constituição de 1988, direitos básicos são asse-gurados a população, por exemplo, segurança e proteção à infância. Entretanto, na prática, isso não ocorre a diversas parcelas populacionais, visto que ainda existem aliciamento de menores e conteúdos violentos sendo divulgados sem filtro de ida-de. Essa constatação pode ser vista na medida em que há a nítida negligência go-vernamental perante esse problema, pois não acontecem a devida fiscalização e pena ao aliciadores. Desse modo, crianças ficam vulneráveis e de fácil acesso a criminosos.
Além disso, conforme o conceito de “Banalidade do Mal”, cunhado pela filósofa Hannah Arendt, quando uma atitude hostil ocorre constantemente, a sociedade passa a vê-la como banal. Desse modo, isso evidencia a irracionalidade em relação a grave exposição de menores de idade na internet, configurando a trivialização da maldade que, para Arendt, ocorre quando há falta de reflexão sobre os males ao redor dos indivíduos. Nesse viés, percebe-se que a população normalizou videos de crianças fazendo danças com conotação sexual. Como consequência, isso tem gerado conteudos para aliciadores de menores. Desse modo os pais devem controlar os tipos de vídeos postados e vizualizados pelos filhos de acordo com a idade.
Dessarte, é mister que o Ministério da Educação, quanto instância máxima dos aspectos educacionais do país, promova a ampliação dos debates a respeito da vulnerabilidade das crianças na internet. Essa ação pode ser feita por meio de palestras, simpósios e eventos escolares, os quais incluam especialistas do assunto para auxiliar as discussões e instigar o controle parental ao uso da tecnologia. Isso será feito a fim de remediar possíveis abusos, contrapondo o descaso constitucio-nal denunciado na música “Que país é este?”.