Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?
Enviada em 06/08/2022
De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos são iguais perante a lei. De maneira análoga a isso, controle parental quanto ao uso da tecnologia. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a falta de punição severa para crimes cibernéticos e a ignorância tecnologica dos pais.
A partir disso, cabe pautar a negligência do Governo com relação a impunidade no campo virtual. Sob esse viés, de acordo com o Contrato Social, postulado pelo iluminista Rousseau, as autoridades administrativas de um país devem agir de maneira condizente e garantir os direitos básicos de dignidade e de qualidade de vida, com o intuito de fazer os individuos se desenvolverem sem mazelas sociais. Porém, isso não é observado na realidade, já que a falta de punição severa no campo cibernético, pode acarretar em um aumento de indivíduos de má índole, como, por exemplo ladrões e pedófilos, gerando risco aos usuários infantis. Sendo assim, faz-se necessárias políticas que busquem solucionar esse cenário de impunidade.
Além disso, é notória à ignorância tecnologica dos pais. Acerca dessa premissa, a socióloga Hannah Arendt afirma que a diversidade é inerente à condição humana, de modo que pessoas devem ser habituadas à convivência com diferentes. Todavia, uma grande quantidade de pais não tem acompanhado essa era da tecnologia, mostrando-se atrasados quanto ao uso de alguns aparelhos digitais, dando mais liberdade aos seus filhos para usurfluirem da internet, mas isso é um problema, pois, segundo dados do Portal do G1, 80% dos responsáveis não tem conhecimento dos conteúdos acessados pelos filhos, isso acaba ocasionando perigo para às crianças. Diante disso, é necessário uma educação virtual dos responsáveis
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham ampliar o controle parental. Dessa maneira, cabe ao Governo Federal, a criação de penas mais severas no campo virtual e também programas de educação digital aos pais, por meio da união do Poder Público, a fim de proporcionar segurança para usuários infantis. Somente assim, o Estado poderá garantir a todos aquilo que a Constituição Federal sustenta .