Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 16/09/2024

“Política de eufemismo”, o termo utilizado pela socióloga Lília Moritz, consigna que há a prática de uma política que suaviza determinadas problemáticas, e em decorrência disso não recebem a visibilidade devida. À luz do disposto, vale mencionar o controle parental quanto ao uso da tecnologia e a linha tênue entre a prevenção e a invasão de privacidade como exemplo de problema suavizado. Diante disso, cabe citar o monitoramento abusivo e a ausência de regulamento das mídias sociais como fatores preponderantes a este impasse.

A princípio, é relevante destacar o monitoramento abusivo como condicionante agravador de um controle parental nocivo às crianças. Referente a isso, Lutero diz que a família é a fonte da prosperidade e da desgraça dos povos. Mediante a isso, de maneira análoga, tem-se a invasão de privacidade como consequência de um zelo dos pais pela administração de seus filhos na Internet, que caso feita de forma exageradamente invasiva, acaba por tornar-se danoso à saúde mental da população infantojuvenil, que por conseguinte, desgasta a relação entre as crianças e seus responsáveis.

Outrossim, é nítido a ausência de regulamentação das mídias como empecilho a um uso saudável da tecnologia pelos mais jovens. Ante ao exposto, Oscar Klemz diz que conviver com a maldade humana na Internet talvez seja um dos maiores desafios do século XXI. Sob esse viés, a ineficácia das leis regentes nas redes sociais gera um um ambiente propício para crianças serem expostas a conteúdos indevidos ou a iniciarem contato com pessoas perigosas, tendo em vista que as fiscalizações são brandas. Dito isso, faz-se importante uma legislação eficiente sob essa “terra sem lei” que é a internet.

Portanto, infere-se que o Poder executivo, por meio de seu aparato educacional, promova campanhas de conscientização em escolas, reunindo os alunos e pais para uma maior instrução da administração nos espaços tecnológicos, objetivando-se um entendimento coletivo adequado do uso das redes. Além disso, o Ministério da comunicação deve regulamentar os espaços digitais, implementando medidas como a inserção da documentação dos cidadãos a fim de verificar sua idade para uma fiscalização de quem acessa os espaço digitais.