Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 12/05/2020

O cenário globalizado do início do século XXI, advindo da terceira revolução industrial, proporcionou o encurtamento das barreiras físicas, assim como fortaleceu a integração entre os mercados de todo o planeta. Entretanto, pelo fato do capitalismo financeiro, que, após o fim da Guerra Fria, é o sistema econômico predominante na maioria dos países, ser baseado em uma cultura consumista, acaba, de tempos em tempos, sofrendo profundas crises, devido à dificuldade em enfrentar períodos de queda brusca de consumo. Dessa forma, o isolamento social, como forma de combate a pandemia do coronavírus, por restringir a abertura de comércios e serviços, provoca significativos impactos na economia, tais quais o fechamento de pequenas e médias empresas, e o desemprego em massa.

Nesse contexto, conforme a teoria liberal preconizada no livro de Adam Smith, “A Riqueza das Nações”, a atuação do Estado na economia deve ser a menor possível, uma vez que o mercado se autorregulará, atendendo à lei da oferta e da procura. Em contrapartida, esse pensamento culminou na maior crise contemporânea do capitalismo, o evento conhecido como “a crise de 1929”, que acarretou, pelo presidente Roosevelt, na adoção de medidas de proteção à economia, para evitar uma situação de quebra generalizada das empresas. Por esse motivo, faz-se necessário o Estado atuar de forma contingencial em períodos de crise econômica.

Ademais, a consequência do fechamento de um número expressivo de estabelecimentos é o aumento de demissões e do índice de desemprego. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem estar da população. Destarte, é necessário que o Poder Público aja de modo a proteger a sociedade de uma eventual situação de aumento do número de desalentados, evitando, assim, que problemas sociais se intensifiquem, como a desigualdade social e a violência urbana.

Por conseguinte, é evidente que os impactos sofridos pela necessidade de isolamento social é um grande desafio para o país. Por isso, é mister que o Governo Federal deverá, por meio de investimentos diretos e isenções fiscais, auxiliar as pequenas e médias empresas, para evitar que a situação leve a pedidos de falência em massa. Adicionalmente, é deveras importante que se estruturem programas sociais, também pelo Governo Federal, de distribuição de benefícios financeiros àqueles que perderam sua fonte de renda, seja essa formal ou informal, para mitigar os efeitos de desemprego em massa. Com essas ações, será garantida a melhor forma de combater a situação de isolamento social, tanto na ótica de saúde pública, como também no aspecto econômico dos brasileiros.