Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 12/05/2020
“A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes”. A frase proferida pelo economista britânico Adam Smith infere sobre como a economia é construída coletivamente. Nesse âmbito, é possível afirmar que o cenário provocado pela atual pandemia impacta os setores e populações mais frágeis economicamente. Assim, convém discutir quais os efeitos de tal quadro epidemiológico nas pequenas empresas e nos cidadãos de baixa renda no Brasil.
Inicialmente, cabe ressaltar que os empreendimentos de menor porte são os mais afetados diante de crises econômicas. De acordo com o portal de notícias BBC Brasil, mais de seiscentos mil destes estabelecimentos - responsáveis por 52% dos empregos com carteira assinada - fecharam as portas com a pandemia. Não há dúvidas de que esta situação é alarmante e gera o empobrecimento da nação, como aponta Smith.
Além disso, a falência das microempresas de setores de serviços, nas quais as famílias mais pobres estão empregadas, causa o desemprego em massa e reduz o seu poder de compra. Segundo pesquisa da professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Débora Freire, o efeito da crise é maior nas classes mais baixas porque elas dependem, substancialmente, da renda do trabalho e laboram em setores que são mais abalados por esta grave situação. É evidente que a população mais vulnerável precisa ser, urgentemente, assistida pelas autoridades, para evitar maiores danos sociais.
Portanto, para reduzir o impacto da pandemia, tanto nas pequenas empresas, quanto na população pobre, é necessário maior atuação do Estado. Nesse sentido, o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Economia, deve ampliar o programa emergencial já existente, por meio da extensão do período do pagamento dos benefícios até a recuperação dos setores produtivos, utilizando-se dos recursos do Tesouro Nacional. Espera-se, com isso, assegurar dignidade aos cidadãos brasileiros e fortalecer a economia nacional.