Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 13/05/2020

Em 1929 os Estados Unidos geraram uma crise econômica global devido a sua superprodução e subconsumo, além do surto especulativo. No presente, o mundo também está vivenciando o que será uma de suas piores crises econômicas, mas que dessa vez, foi provocada por uma pandemia do novo Coronavírus. Assim sendo, o impacto econômico é previsível, mas os países do mundo, assim como o Brasil devem se preocupar primeiramente com a saúde da sua população, para em seguida se empenhar em reestruturar a economia.

Primordialmente, vale destacar que só é possível reorganizar a estrutura de um país com pessoas trabalhando, recebendo, gerando lucros e movimentando o mercado econômico. Desse modo, os Estados nacionais precisam, sobretudo, investir dinheiro para proteger sua população e mitigar os danos econômicos futuros. Mas essa iniciativa, é claro, gera um aumento das dívidas públicas. No Brasil, por exemplo, segundo a agência de avaliação de risco Fitch Ratings, seu déficit governamental pode representar 90% do seu PIB. Isso é um problema enorme, pois coloca o Brasil como um destino negativo para o investimento de empresas estrangeiras.

Além disso, soma-se o fato de o governo brasileiro não possuir planos efetivos para se recuperar, deixando o país em uma situação muito instável e preocupante, criando um ambiente desfavorável para o estabelecimento de multinacionais que empregam milhares de pessoas. Segundo o índice financeiro Standard & Poor’s, o Brasil sofrerá queda de pelo menos 4,6% de seu PIB. Diante de tantos problemas econômicos é comum haver corte de gastos e muitas demissões, ou seja, o pós-pandemia será um ambiente muito crítico, com elevado número de desempregados, baixa capacidade produtiva da economia e uma enorme conta pública, que vai requerer grandes planejamentos.

Portanto, é evidente que o vírus Covid-19 declinou toda a economia, e, para se recuperar, será necessário um plano em que o Estado deva intervir com maior empenho na economia. Então, como os mais ricos são os que menos sofrem com a crise, é importante que o Ministério da Economia desenvolva uma reforma tributária, que aumente a tributação de grandes fortunas e aumente a receita do governo. Assim, pode haver reativação das obras públicas no intuito de gerar empregos para os inativos. Também é imprescindível um maior assistencialismo permanente para os mais pobres conseguirem viver dignamente. Desse modo, com o governo e a população contribuindo para movimentar a máquina pública, será possível superar a crise econômica gerada pelo vírus.