Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 13/05/2020
De acordo com John Keynes, economista britânico, o Estado deve intervir na economia sempre que necessário, a fim de evitar uma retração e instauração de uma crise econômica. Dessa forma, ao basear-se na teoria keynesiana e ao analisar o impacto atual da pandemia da COVID-19 no contexto econômico, é fato que o Estado deve atuar de maneira direta e concisa, a fim de evitar tanto a desvalorização da moeda nacional, quanto atenuar um possível aumento do desemprego. Logo, é mister a análise das causas que tornam tais impasses possíveis, a fim de solucioná-los.
Em primeira óptica, é válido ressaltar a desvalorização das commodities, provocada pela pandemia. De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), a balança comercial brasileira apresentou, no primeiro trimestre de 2020, o pior superávit - diferença entre as exportações e importações - para o período. Nesse viés, em meio a pandemia, a demanda pelas commodities diminui, corroborando para que suas cotações diminuam, se baseando na Lei da Oferta e da Procura, proposta pelo economista Adam Smith.
Ademais, é fato que a atuação do Estado na valorização e auxílio das microempresas e das famílias de baixa renda mostram-se vantajosas no combate ao desemprego conjuntural. Nesse viés, o Programa Nacional de apoio às microempresas (Pronampe), além do Auxílio Emergencial, mostram-se favoráveis ao sistema econômico produtivo, colocando o Estado como indispensável para o soerguimento e garantia da ordem econômica. Analogamente, o ciclo de pobreza e miséria poderá ser combatido, tornando inviável a situação vivida por Fabiano e sua família no livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos.
Infere-se, portanto, que o Estado atue como protagonista a fim de garantir a ordem econômica em relação aos impactos da COVID-19. Concomitante a isso, cabe ao Ministério da Economia (ME) , atuar na estrutura administrativa do Brasil, por meio de políticas econômicas nacionais, visando estabelecer uma política de protecionismo, a fim de beneficiar o mercado interno, além de valorizar a moeda nacional e atenuar a inflação. Não obstante, cabe ao ME instituir programas que atenuem os impactos da pandemia na economia, com intuito na manutenção dos empregos. Assim, será possível consolidar o Estado intervencionista proposto por John Keynes.