Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 14/05/2020
Há 90 anos o mundo sentia os impactos da “Grande Depressão”, resultado da crise de 1929 causada pela quebra da Bolsa de valores de Nova York. Desde então, economia mundial não havia sido alvo de outro fenômeno tão devastador quanto o deste ano motivado pela pandemia do coronavírus. Esse fato, afetará seriamente o Brasil que já vem sofrendo os efeitos de um déficit fiscal há 5 anos. Diante disso, cabe análise do cenário, consequências e o que fazer para minimizar o problema.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que o Brasil vem desde 2014 lutando para reduzir o déficit nas contas do governo. Segundo o Portal G1, o Tesouro Nacional havia fixado como meta fiscal para 2019 a previsão negativa de R$ 139 bilhões. Entretanto, foi mais longe, reduziu para R$ 95 bilhões. Esse desempenho animou o mercado financeiro e fez a bolsa de valores bater sucessivos recordes. Desse modo, contagiado por essa euforia ao considerar o vírus, em março, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, previu o crescimento de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) para 2020. Logo, há de se duvidar se essa previsão foi equivocada ou enganosa para não comprometer a credibilidade de sua pasta. De qualquer forma, percebe-se que o governo está à deriva diante do problema.
Em segundo lugar, é importante evidenciar os efeitos no país frente ao cenário descrito. De acordo com o Fundo Monetário Internacional, o Brasil vai ter uma queda de 5,3% no PIB em 2020. Nessa perspectiva, diversas empresas vão encerrar suas atividades, haverá redução na arrecadação de impostos, aumento do desemprego e, consequentemente, aumento do número de famintos. Nesse contexto, outro fator que levará ao agravamento é o conjunto de medidas visam evitar o colapso nos hospitais, por exemplo, o isolamento social associado ao fechamento do comércio. Diante desse quadro assustador, a amarga previsão do FMI já não seria tão ruim assim porque já existem outras que afirmam que o recuo na atividade econômica será maior.
Depreende-se, à vista disso, que o Brasil será fortemente afetado pela recessão provocada pelo vírus. De antemão, mister se faz informar que não há uma decisão que, concomitantemente, evite mortes e salve a economia. Diante desse impasse, o governo brasileiro deverá adotar os protocolos da Organização Mundial de Saúde. Para isso, vai estimular o isolamento social, manter o funcionamento das atividades essenciais e elaborar com cautela o cronograma e monitoramento para liberar a abertura das demais atividades. Ademais, por intermédio do controle do Ministério da Saúde, deverá recuar em qualquer decisão caso haja agravamento da crise. Esses dados deverão ser atualizados diariamente pelas secretarias de saúde dos estados e publicado no Portal da Transparência. Espera-se com isso, alertar a sociedade, reduzir o impacto na economia e diminuir o número de mortes.