Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 14/05/2020
A Organização Mundial da Saúde, OMS, determinou que o método mais eficiente para diminuir os impactos do Coronavírus na população é o isolamento social. Essa medida separa os indivíduos e, portanto, diminui o contato entre os contaminados dos demais. Porém, o fato de não poder sair de casa faz com que muitos não possam trabalhar como antes, logo, tal cenário afeta diretamente a produção e, por conseguinte, a economia. Logo, intervenções devem ser tomadas a fim de garantir a redução das consequências econômicas deste momento de crise da saúde.
Em primeira análise, a população mundial do ano de 2020 convive com uma pandemia sem precedentes na contemporaneidade, esse cenário torna os agentes econômicos (governo, empresas e famílias) propícios a agir de forma inadequada, uma vez que não possuem referências de ações que deram certo e errado. Somado a isso, a necessidade de sair de casa o mínimo possível, estabelecida pela OMS, muda o comportamento da sociedade em relação aos segmentos que compõem o Produto Interno Bruto, PIB, como indústria, comércio, turismo e afins. Posto que a sociedade não pode frequentar os ambientes públicos como antes, o bem estar social é alterado de maneira profunda.
Assim, as consequências desse cenário são nítidas, observa-se isso em reportagens diárias da CNN no primeiro semestre de 2020 - os jornalistas mostraram como o trânsito em São Paulo diminuiu, reflexo das famílias não se locomoverem a escolas, trabalhos, restaurantes, pontos turísticos e afins. Essa situação não é exclusividade da maior capital brasileira, a CNN mostrou que tal quadro de isolamento é presente nos principais países, como na China. Esse país teve o PIB do primeiro trimestre divulgado pelo governo, o resultado foi uma retração da produção vista pela última vez em meados de 1970. Tais dados são avaliados por economistas do jornal Estadão como motivo para desemprego, devido às empresas demandarem menos funcionários quando a produção é menor.
Logo, medidas que visam a diminuição dos impactos do Coronavírus na economia devem ser tomadas. Portanto, o Estado, como mediador do bem comum, deve promover a interação entre Ministério da Economia e Saúde, a fim desses encontrarem soluções para manter baixas taxas de desemprego e contaminados. Exemplifica-se isso em ações como: redução de impostos às empresas que façam entrega, ação que auxilia a produção e mantém a população em casa, e, determinação, por lei, da oferta gratuita de álcool gel em locais públicos como supermercados, farmácias, hospitais e outros do gênero, o que diminui os riscos de contaminação e mantém comércios em funcionamento. Diante de atitudes como essas, os efeitos do Coronavírus sobre o principal indicador do quadro econômico, PIB, devem diminuir.