Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 14/05/2020
Na Idade Média, um dos eventos mais importantes e responsáveis pela mudança de paradigmas conjunturais foi a Peste Negra, pandemia que arrasou a economia europeia. Analogamente, a pandemia do coronavírus gera riscos semelhantes para os países afetados, prejudicando a economia de diversas nações e, como consequência, impactando a vida de bilhões de pessoas. Nesse sentido, há impactos notórios, como o desemprego e o aumento do dólar relativo ao real, que merecem ser debatidos de forma mais aprofundada.
Em princípio, é necessário reconhecer que há impactos sociais diretamente ligados aos impactos econômicos. Um deles é o desemprego, como foi constatado nos Estados Unidos durante a epidemia, com a maior taxa de desocupação dos últimos 20 anos, segundo o Wall Street Journal, superando até mesmo as crises econômicas anteriores. Concomitante a isso, o número de pessoas sem emprego é um fator gerador de desaceleração na economia, que diminui a circulação de moeda. Dessa forma, conclui-se que esse problema deve ser mitigado.
Por outro lado, no caso do Brasil, há uma conjuntura complexa já em andamento no que tange à economia. Isso porque o real demonstra séria desvalorização frente ao dólar com o avanço do covid-19, apresentando um dos piores desempenhos entre os países emergentes segundo o Banco Central. Esse cenário implica que várias searas podem ser afetas, como o aumento de preço de produtos importados. Com isso, torna-se fundamental lidar com a crise de forma impetuosa.
Em conclusão, é necessário que o Ministério da Economia, por meio do Banco Central e suas atribuições fiscais e monetárias, realize abertura de crédito diferenciado à empresas e empreendedores que se comprometerem a não demitir funcionários durante a onda do vírus. Isso deve ser feito com o fito de promover melhor distribuição de renda durante a pandemia, impedindo que a economia desacelere e que haja menos fuga de dólares do país. Assim, poderemos evitar outra Peste Negra.