Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 17/05/2020
“No dia em que todas as pessoas, do planeta inteiro resolveram que ninguém iria sair de casa. O dia em que a terra parou”. Essa música do cantor brasileiro Raul Seixas representa a realidade da sociedade contemporânea, a qual vive em meio ao surto do vírus COVID-19, o qual mudou drasticamente a vida social. Nesse sentido, é premente analisar as consequências desse no âmbito econômico com o aumento do desemprego e a influência do precário planejamento governamental no agravamento do prejuízo.
Em primeira análise, é lícito postular as repercussões nas demissões empresárias as quais estão intrinsecamente relacionadas com a economia. Segundo o economista Armando Avena, a pandemia gera dificuldades nas empresas de cumprirem com suas obrigações monetárias e ocasiona nas demissões em massa e, desse modo, afetam uma grande parcela social a qual ficará sem pagar suas dívidas e o Produto Interno Bruto desabará. Ainda, o trecho “O empregado não saiu pro seu trabalho, pois sabia que o patrão também não tava lá” da música “O Dias que a Terra parou” representa com veemência a situação social.
Outrossim, é importante destacar como a falta de organização do Estado afeta as relações financeiras do país. Segundo o jornal A Tarde, a antecipação do isolamento social está diretamente relacionada com a duração do mesmo e, consequentemente, com prejuízos econômicos mais brandos. Ou seja, a segregação é a única forma de controle da doença e quanto antes for implantada mais rápido um país controlará os números de infectados e mortos e assim poderá voltar as atividades corriqueiras. Conquanto, com a preconização dessa medida, como ocorre no atual Governo brasileiro, as consequências serão mais nocivas.
Infere-se, portanto, a necessidade de medidas aptas as quais visem diminuir os malefícios econômicos causados pela atual pandemia mundial. Logo, urge que o Governo, por meio do adiamento de impostos às empresas, incentive a permanência dos contratos trabalhistas assim como o pagamento dos salários, com o objetivo de assegurar os empregos dos cidadãos e, ao mesmo tempo, manter o capital circulando. Ademais, é preciso que o Ministério da Saúde estabeleça o isolamento social e fiscalize a realização, por intermédio da maior parcela de tributos destinados a essa causa, com o intuito de controlar o contágio. Desse modo, estará mais próximo o dia em que o mundo voltará a funcionar.