Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 15/05/2020

A historicidade permite a observação do passado de forma crítica e dedução de conjecturas acerca do futuro, mesmo se o fenômeno analisado encontrar-se séculos de distância um do outro. Na Idade Média, a pandemia gerada pela peste negra, abalou a Europa ao dizimar 1/3 da população europeia, o que engendrou um contundente prejuízo em suas estruturas econômicas. Hodiernamente, o mundo contemporâneo, apesar de seus aparatos tecnológicos superiores aos daquela época, presencia um temor diante de um caos econômico iminente provindo de uma nova pandemia causada pelo coronavírus e uma sequência de ações políticas errôneas.

Isto posto, os desdobramentos das ações de governos mundiais tardias têm culminado em projeções de decrescimento econômico. Neste sentido, países que apresentam mais casos de morte por coronavírus (COVID-19) são os mais economicamente acometidos. Segundo levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Itália, território com grande contingente de mortos, exibe um recuo considerável de suas atividades econômicas, o que denota um efeito causa-consequência certeiro no que tange à economia.

Soma-se o fato de governos optarem por irem de encontro com orientações cientificamente comprovadas, o que fomenta o prolongamento de um estado anormal na economia. No Brasil, por exemplo, pesquisas realizadas pela Universidade de São Paulo (USP) sobre as curvas de infecção, apontaram que o pico da pandemia no território tupiniquim seria entre maio e junho deste ano, em um cenário onde a população e governo respeitassem a quarentena e normas de saúde. No entanto, descréditos emanados do Governo Federal Brasileiro quanto ao efetivo resultado da quarentena na propagação do Covid-19, permitiram que mais pessoas transitassem na rua, e , por conseguinte, houvesse aumento no número de infectados.

Seguindo os vieses apresentados, conclui-se que a lentidão e imprecisão de atos públicos sucede oa impactos de grandes proporções na economia, dado o contexto atual. Portanto, apesar dos danos no capital serem inevitáveis, as dimensões do prejuízo só poderão ser amenizadas através de sapiência dos Estados modernos.

Com isso, caberá ao Ministério da Saúde, em concomitância com os estados e municípios decretar a rotatividade de comércios a fim de diminuir aglomerações e não estagnar a economia. Ademais, orientações de higiene - como o uso obrigatório de máscara e distanciamento social - devem ser expedidos pelo Ministério da Saúde para todo o país no intuito de padronizar o uso de máscara.

À vista disso, o intento de se amenizar as implicações forjadas pela Covid-19 serão bem-sucedidas e a humanidade estará preparada para modificações futurísticas.