Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 18/05/2020
Em 1929, com a quebra da bolsa de valores de Nova York, o mundo sofreu uma das maiores crises da história, ocasionada pelo acúmulo de estoque e falta de mercado consumidor. Hoje,no cenário da COVID-19 e da necessidade de distanciamento social o passado se repete, uma vez que impactos econômicos resultantes da crise de abastecimento sanitária e de consumo causados pela pandemia atingem a economia mundial.
Neste contexto, a indispensabilidade do melhoramento de hospitais e da alta demanda por equipamentos essenciais no combate ao vírus leva à perigosa inflação. Isto é, a corrida entre os países para conseguir suprir seus sistemas de saúde e impedi-los de colapsar resulta na diminuição da oferta de produtos e no consequente aumento do preço desses bens. O que significa uma ampliação exorbitante nos gastos das nações. Assim sendo, a confecção de dinheiro, como fez os Estados Unidos, é a saída emergencial, apesar de potencializar o crescimento inflacionário.
Ademais,no âmbito populacional os impactos são ainda piores, pelo fato de não haver produção e tampouco mercado. Tendo em vista que em países como o Brasil, que segundo dados da OIT, 70% dos trabalhadores são empregados por pequena e médias empresas, e são elas as mais afetas pela crise, devido a não conseguirem manter a renda fechadas, há um alarmante aumento do desemprego. Aliando isso a inflação decorrente da atuação indispensável do Estado as consequências são a diminuição das compras e assim da produção, resultando em um ciclo recessivo.
Medidas, portanto, são necessárias para amenizar os impactos da crise. Dessa forma, o Fundo Monetário Internacional, deve junto com os países, no momento em que a atividade industrial voltar, desenvolver um projeto de impulsionamento da economia através de empréstimos as nações em necessidade a juros baixos de maneira que elas possam desenvolver ações afirmativas e criar empregos para as classes vulneráveis para que haja um fomento, pelo Governo, ao mercado. Assim, como o feito, com sucesso, para a superação da crise de 29 nos EUA.