Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 15/05/2020

Dicotomia: letalidade e crise econômica

O conjunto viral, originado de uma zoonose, denominado coronavírus possui cerca de seis variações, sendo a primeira identificada em meados de 1960. Dessa forma, a variação mais recente, intitulada Covid-19, apresentou primeiros infectados na China, no final de 2019, espalhou-se a diversos países, sendo designada pandemia. Assim, chegou ao Brasil em fevereiro de 2020, gerando graves problemas sociais e econômicos, sendo primordialmente destacado o alto índice de letalidade e ainda a crise econômica na qual o país adentra.

Decorrente ao número crescente de infectados pelo vírus, infectologistas juntamente com o Ministério da Saúde declararam o isolamento social, através da quarentena, uma possível solução a longo prazo do problema, em vista que, através do isolamento haveria uma redução do número de infectados simultâneos, sendo passível de tratamento hospitalar a todos. Contudo, tais medidas não foram rigidamente seguidas, o que acarretou no balanço feito Ministério da Saúde, divulgado em quinze de maio, que contabiliza cerca de quatorze mil óbitos pelo vírus. “A realidade de outros países, poderia ser utilizada como modelo para preparar a população. Isso não foi feito de uma forma uniforme em todo o Brasil”, diz um pesquisador do Departamento de Microbiologia da UFMG, a fim de destacar a gravidade da adversidade enfrentada, assim como a falta de conscientização de parte da população.

Cabe ainda ressaltar que, as consequências da pandemia terão agressivos efeitos econômicos, gerando uma preocupante crise. De acordo com um estudo encomendado pela Confederação Nacional de Serviços (CNS) verificou-se que os efeitos da pandemia do coronavírus e de restrições ao funcionamento de diversas atividades econômicas podem levar a um prejuízo de mais de 320 bilhões à economia brasileira e fazer com que 6,5 milhões de trabalhadores percam seus empregos. Tal afirmação confirma a crise instalada no país, sendo indispensável à adaptação de medidas que reduzam o surto da doença, para que, futuramente, seja plausível a recuperação econômica.

Assim sendo, torna-se imprescindível a continuidade da execução de ações em prol da redução das atuais taxas de infecção e mortes causadas pelo Covid-19. Por consequência, torna-se necessário o apoio financeiro do Governo às famílias autônomas que não receberão salário no período de isolamento, tal medida já foi aprovada através do chamado auxilio emergencial e deverá atingir a todos os necessitados o quanto antes. Além da divulgação pela mídia de orientação de medidas sanitárias básicas, a fim de reduzir a contaminação. Desta forma, o país superará o surto do vírus e posteriormente, resgatará os prejuízos econômicos.