Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 21/05/2020
A pandemia da Covid-19 propiciou - além de consequências epidemiológicas - impactos econômicos em escala global. A necessidade de ações para diminuir o contágio simultâneo, como por exemplo a medida protetiva do isolamento social, causou a paralisação das atividades econômicas no mundo todo, e o resultado dessa pausa não terá fim imediato após a epidemia.
Os países estão estritamente ligados pela economia, a retração do crescimento econômico das grandes potências tende a atingir países emergentes e em desenvolvimento; com a queda da renda populacional e sucessiva diminuição da oferta e demanda, o lucro das exportações também reduziu, fator que exemplifica que todos sofrerão com a crise em diferentes graus. Empresas estão sujeitas ao fechamento pela perda da mão de obra e da capacidade produtiva, impactando ainda mais na circulação econômica do país, nos índices de desemprego e na baixa dos salários e investimentos.
No Brasil, as condições agravarão problemas recorrentes: a pobreza e a desigualdade. Antes do fim do isolamento não é possível mensurar a proporção dos efeitos da pandemia na economia brasileira, todavia, estima-se que a queda do PIB será a maior dos últimos 120 anos e que a renda da população estará 19% abaixo da média; a intensidade da crise dependerá das medidas adotadas pelo governo.
Com o objetivo de solucionar a problemática dos impactos econômicos, primeiramente, deve-se focar em freiar a disseminação da doença. Em segunda análise, cabem intervenções pontuais em setores estratégicos que alavancam a economia, a retomada do investimento público, revisão dos gastos governamentais e políticas distributivas.