Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 21/05/2020
“A pressa gera o erro em todas as coisas”. Esse pensamento de Heródoto, embora antigo, tem enorme aplicabilidade no cenário pandêmico atual, em que a cautela é extremamente necessária, devido aos enormes riscos que correm os países e suas economias. Os perigos advêm tanto das incontáveis mortes causadas pelo novo coronavírus quanto das medidas imprudentes tomadas por governantes que buscam resultados imediatos de acordo com sua vontade. Logo, em tempos em que tudo parece inédito, ações bem pensadas e inspiradas em ensinamentos da história são essenciais para um futuro próspero.
Os impactos do Covid-19 se alastram ao redor do globo em um ritmo alarmante, prejudicando países de maneira desigual. Conforme a Cepal, a América Latina tem à sua frente um profundo golpe econômico relacionado a setores como o turismo, podendo levar à extrema pobreza mais de 10 milhões de pessoas. À luz dessa informação fica claro que os malefícios da pandemia vêm com uma piora crítica de problemas já antes existentes e de difícil solução, sendo necessária, mais que nunca, a colaboração entre políticos de diferentes países e esferas do poder.
Embora o momento pelo qual o mundo passa evidencie a necessidade de união, o que se torna visível é a confirmação do pensamento de Hobbes, em que afirma que o homem é o lobo do homem. No Brasil, medidas imprudentes acabam por tornar os impactos da crise sanitária sobre a economia ainda mais graves, como é o caso da substituição constante de ministros da saúde em busca da aprovação de ações contra as indicações da OMS. Isso é demonstrado pela preocupação de investidores com essa situação, evidente no relato de Schiemer, presidente da Mercedes-Benz na América Latina, em que mostra a frustração com as atitudes tomadas, responsáveis por um atraso na retomada da economia devido à ausência de projetos bem estruturados.
Tendo-se em vista os fatos que cercam a humanidade durante a pandemia, pode-se recorrer novamente aos conhecimentos de Heródoto. Segundo ele, devemos “pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro”. Assim, cabe ao poder executivo, por meio da estabilização e concessão de liberdade de ação a seus ministérios, a tomada de medidas de acordo tanto com as lições históricas, deixadas como herança por acontecimentos passados, quanto com as recomendações da OMS. Assim, poderemos recuperar a credibilidade perdida e tornar o processo de superação da crise menos danoso para a economia e para a população, diminuindo o número de mortes e de desempregados.