Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 16/05/2020

No limiar do século XIV, a peste bubônica matou um terço da população europeia, bem como provocou sucessivas crises econômicas, superadas paulatinamente no decorrer de décadas. Paralelamente, o coronavírus assolou o cenário global em 2019. Essa pandemia compromete várias esferas sociais, sobretudo a econômica. Dessa forma, os impactos financeiros perpetuam-se, principalmente os relacionados à conduta governamental e ao empreendedorismo.

Nesse viés, vale salientar que o dever do Estado é direcionar investimentos à saúde pública a fim de conter a morte em massa da população. Logo, o gasto público é voltado para a compra de equipamentos como respiradores, leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Posto isso, a atenção governamental não é direcionada ao cenário econômico, gerando fatores para uma possível crise futura. Sob esse prisma, vale citar o sociólogo francês Émile Durkheim, cuja teoria é de que os indivíduos fazem parte de um corpo social, que precisa da contribuição de todos os seus membros para um perfeito funcionamento. Destarte, conclui-se que é fulcral o direcionamento da atenção governamental também à economia para garantir o bem-estar social.

Ademais, o empreendedorismo sofreu uma drástica redução devido ao isolamento social, uma medida adotada mundialmente a fim de reduzir a transmissão do coronavírus. Dessa maneira, os pequenos, médios e, até mesmo, grandes empresários foram obrigados a fechar seus ambientes corporativos, a partir do estabelecimento governamental de multas aplicadas caso tal ordem seja desobedecida. Por conseguinte, a circulação monetária diminui, acentuando a crise econômica. Nesse espectro, é importante citar a obra O capital, de Karl Max. Nele, o sociólogo afirma que o capital é o motor da sociedade e o trabalho possibilita a luta de classes. Portanto, observa-se que caso o cabedal seja paralisado, ocorrerá consequentemente um colapso econômico e, à vista disso, é imprescindível que providências sejam tomadas para combater esse imbróglio.

Nessa perspectiva, cabe ao Estado promover pesquisas e estudos científicos de alta tecnologia, com a presença dos melhores e mais experientes cientistas de cada nação, a fim de achar a cura para a covid-19 e consequentemente pôr fim na quarentena, auxiliando o empreendedorismo. Outrossim, urge que o governo discuta a economia do país, direcionando atenção também a essa esfera, além de desenvolver programas de auxílio a empresas afetadas pelo isolamento social e incentivar a circulação monetária no cenário global, por meio de investimentos maciços e disponibilização de empréstimos para trabalhadores autônomos, a fim de evitar um colapso econômico. Por fim, alcançar-se-á um funcionamento perfeito do corpo social, defendido por Durkheim.