Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 17/05/2020
O historiador grego Tucídides descreveu em sua obra “A História da Guerra do Peloponeso” umas das maiores epidemias da antiguidade: a praga de Atenas. De acordo com o autor, o surto provocou a perda de várias vidas e a quebra da economia da pólis. A história de Tucídides é lembrada na atualidade, que vive a pandemia da COVID-19 e as consequências de uma doença que força o isolamento social e gera impactos na economia mundial. No Brasil, tal surto gera prejuízos severos nas pequenas e médias empresas e no trabalho informal, já que dependem da circulação de pessoas e do consumo constante. Com isso, a criatividade e auxílio às empresas e a ajuda do governo à trabalhadores informais, os impactos poderão ser amenizados na economia.
A situação pandêmica é um cenário de prováveis instabilidades, principalmente nos países mais pobres emergentes, onde predominam pequenos negócios. Com as recomendações da OMS de isolamento social, as grandes empresas colocaram parte de seus empregados em regime de “Home Office”. Porém, diferente dessa realidade, pequenas e médias empresas não tem o suporte necessário para conseguir se sustentar se não for com a manutenção de seus regimes regulares de trabalho. Nesse cenário, grandes impactos podem ocorrer na economia brasileira, já que as empresas menores e, consequentemente, a população, tendem a ficar sem recursos financeiros e desaquecer os diversos tipos de negócios. Por isso, entende-se que é necessário que sejam realizadas ajudas a esses empreendedores de maneiras criativas, para que a economia não estanque.
Outrossim, evidencia-se a questão de trabalhadores que representam uma grande parcela da sociedade: os informais. Esses empreendedores, em um meio de isolamento social e em uma consequente perda de fluxo nas ruas, ficam prejudicados e necessitados do auxílio do Estado para manter suas rendas. Os mais de 30 milhões de trabalhadores informais brasileiros, de acordo com IBGE, se sustentem pela venda de alimentos, mercadorias como roupas, em locais públicos. Por isso, ficam necessitados do apoio do governo para auxiliá-los em financeiramente e nas questões básicas de sobrevivência, já que suas vendas, diante desse cenário epidemiológico, ficam comprometidas. Dessa forma, é fundamental que o Estado promova ajudas voltadas ao empreendedor informal, para que esses cidadãos continuem a viver com dignidade.
Depreende-se, portanto, que é necessário o auxílio do Ministério da Ciência e da Tecnologia, com parceria com as “Startups” para conseguirem conter a crise introduzindo métodos criativos e outros regimes de trabalho para essas empresas, como o serviço online, o delivery e o “Home Office”, fazendo com que a economia funcione e hajam trocas de capitais. Ademais, urge do Ministério da Economia, junto as Secretarias de Trabalho e Emprego de cada Estado, promover ajudas aos trabalhadores informais, a partir de vouchers de pagamento mensais, fazendo com que essa população não sofra com a falta de renda e de necessidades básicas.