Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 17/05/2020

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o impacto da pandemia na economia, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela falta de funcionários capacitados para exercer um papel de qualidade e seja, também, pelos desafios que o estado não consegue administrar  de maneira eficiente.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a falta de funcionários capacitados para exercer um papel íntegro diante a população rompe essa harmonia, haja vista que, de acordo com a Organização para a  Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o mundo vai levar anos para se recuperar do impacto da pandemia do novo coronavírus.

Outrossim, destaca-se a deficiência do governo para administrar seus desafios como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotado de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a deficiência do governo diante seus obstáculos, traz inúmeras preocupações para a população, ocasionando para que, a sociedade seja desmoralizada por conta de irresponsabilidade do núcleo gestor.

É evidente , portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um  mundo melhor. Destarte, o governo deve se impor a criar mecanismos e  leis, promovendo transformações sociais diante a população. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam o combate ao impacto econômico, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.