Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 17/05/2020

A constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro, em seu artigo 3º, destaca como uma de suas finalidades garantir o desenvolvimento nacional. Todavia, os impactos causados pela pandemia do coronavírus colocam a economia do Brasil no caminho contrário desse objetivo, sobretudo, por agravarem questões relacionadas ao fechamento de empresas e o aumento desemprego.

Em primeiro plano, o sociólogo Zygmunt Bauman disserta que o individualismo é o principal dificuldade - e o maior conflito - da sociedade pós-moderna. Diante da pandemia oriunda do covid-19, essa problemática deve ser atenuada, pois o cenário que referia-se a apenas uma questão sanitária e de saúde pública, assumiu contornos de uma grave desaceleração econômica para várias nações. Dessa forma, deve ser premissa do Governo Brasileiro, combater na prática o individualismo apontado por Bauman, e com isso impedir o colapso das empresas, as quais geram renda e empregos para o cidadão verde-amarelo.

Nesse sentido, a filosofá Simone Beauvoir denomina de invisibilidade o fenômeno de exclusão social no qual as camadas menos favorecidas da sociedade não possuem igualdade de condições de acesso às políticas públicas. Nessa óptica, o avanço do coronavírus corroborou para diminuição dos lucros das empresas, para o fechamento de pequenos empreendimentos, e para às suspensões e cancelamentos dos contratos de trabalhos, agravando a premissa da invisibilidade denunciada Beauvoir, sobretudo, pois os trabalhadores foram as maiores vítimas desse cenário.

Portanto, a fim de se alcançar o desenvolvimento nacional proposto na Carta Magna e de se reduzir as consequências financeiras advindas da pandemia do coronavírus, cabe ao Ministério da Economia adotar uma política econômica no Brasil para liberação de crédito extra, a baixo juros para os empresários, e subsidiar o auxílio emergencial financeiro para os desempregados, tais iniciativas são fundamentais nesse período de recessão, somente vivido durante a Grande  Depressão de 1929.