Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 18/05/2020
Entre os anos de 1900 e 2000, a crise de 1929, a pandemia da Gripe Espanhola e as Guerras Mundiais foram protagonistas de grandes impactos econômicos mundiais. Nessa lógica, no século XXI, uma crise de saúde global se instalou a partir do surgimento de uma nova estirpe do vírus Coronavírus, SARS-CoV-2, e esse veio acompanhado de previsões negativas para a economia global. No Brasil, além disso, o fechamento do comércio e o elevado número de mortes têm agravado os impactos da pandemia no mercado financeiro do país. Nesse sentido, convém analisar essa problemática, com o intuito de amenizar os danos econômicos causados pela presença do vírus no país.
Inicialmente, é importante verificar o principal impacto do fechamento do comércio brasileiro. Nesse contexto, nos grandes centros urbanos, onde a terciarização da economia é forte, o fechamento de estabelecimentos comerciais acarreta a diminuição de vendas e, por sua vez, a queda na obtenção de renda para manutenção dos salários dos trabalhadores que nesse setor atuam. À vista disso, milhares de cidadãos perdem os seus empregos e, consequentemente, o seu poder de compra que, em geral, é mínimo. Desse modo, é absurdo como, apesar de necessário, o Estado negligencia o apoio ao seu povo e permite que muitos passem fome em um momento tão crítico.
Ao mesmo tempo, vale também ressaltar o efeito do elevado número de mortes para a economia do Brasil. Nesse prisma, segundo o jornal Folha de São Paulo, o território brasileiro registrou, após dois meses que o primeiro caso foi identificado no país, mais de 800 mortes por dia. Sob essa perspectiva, visto que, das vidas ceifadas, muitas eram de cidadãos no auge de suas vidas laborais, o país perde grande parte da população que contribui, principalmente com poder de compra, para o seu crescimento econômico. Dessa forma, é contraditório a forma como o Brasil, emergente, desvaloriza o seu povo atuante na construção do PIB e permite a ocorrência de tantas mortes.
Nota-se, portanto, o quão danoso o fechamento do comércio e o elevado número de óbitos pode ser para a economia brasileira. Assim, cabe ao Governo Federal proteger seu povo e sua economia. Isso pode ser feito por meio de medidas que evitem a demissão dos trabalhadores, ao disponibilizar incentivos fiscais aos estabelecimentos comerciais e, com isso, garantir os salários, e de ações que reduzam, significativamente, o número de mortes, ao incentivar a adesão de um forte protocolo de distanciamento social e etiqueta respiratória em todo o território. Espera-se, dessa maneira, que os trabalhadores, muito importantes na construção econômica do país, consigam manter seus empregos e suas vidas e a economia, do Brasil, sofra, de forma branda, os impactos negativos que, historicamente, acompanham as grandes pandemias.