Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 25/05/2020

Diante da recente pandemia do novo coronavírus, um dos setores que mais tem sido afetado é o econômico. O “déficit” no mercado mundial é tão elevado que pode ser comparado ao da grande depressão de 1929, momento marcado por miséria e desemprego no mundo todo. Entretanto, a pandemia é um fenômeno recente, datado de inícios de 2020, mas que já vem prejudicando a economia do mundo de forma intensa.

Economia e pandemia são termos indissociáveis hodiernamente. Segundo pesquisas e sensos da Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa de aumento do número de infectados por covid-19 cresce de forma exponencial em todo o mundo. Assim, diversos países têm adotado políticas de isolamento social a fim de reduzir esse aumento, o que é fundamental para conter o avanço do vírus, mas extremamente danoso à economia. Adotadas as políticas de isolamento, grande parte dos setores econômicos que colaborariam para a receita interna dos países se encontra rendendo menos ou nada por causa do novo coronavírus, agravando a situação econômica deles e contribuindo para piorar o cenário socioeconômico que, se antes era ruim havendo capital, agora é péssimo na falta dele.

Ainda sobre o capital, a crise econômica que o mundo vive atualmente devido à pandemia tem colaborado para aprofundar as diferenças socioeconômicas que afrontam a humanidade desde tempos remotos. Segundo Charles Darwin – renomado naturalista inglês, autor da teoria da evolução -, as espécies mais fortes são aquelas que passam adiante sua prole e eliminam as mais fracas. Um cenário semelhante é evidente no mercado financeiro atual. Devido aos impasses na economia que a pandemia tem trazido, grandes empresas, como as companhias aéreas, têm procurado se reestruturar para garantir a sua própria sobrevivência e atender às novas necessidades da população. Pequenos e médios negócios, maioria no mundo e deficientes de capital,  têm buscado se readaptar às novas condições exigidas pelo mercado consumidor, como as empresas de “delivery”, entretanto grande parte tem entrado em falência, agravando o cenário de desemprego.

Em síntese e com base no supracitado, pode-se constatar que a pandemia de coronavírus causa  os problemas sociais que levam a economia mundial a um “déficit” exorbitante. Assim, a fim de amenizar esses problemas, os governos, fundamentais no processo de contenção da doença sobre seus territórios, devem promover ações de ajuda econômica à parte da população que perde sua renda, aos pequenos empreendedores por meio do empréstimo de capital a juros menores e a médias e grandes empresas. Somente desta forma o mundo não voltará a sofrer as consequências do que um dia foi a grande depressão.