Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 18/05/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, quando se observa os impactos da pandemia de coronavírus na economia, verifica-se que a realidade é o oposto do que o autor prega, seja pela falha no sistema educacional, seja pela negligência governamental.

Primeiramente, deve-se ressaltar que a educação é o fator primordial para o desenvolvimento de um país. De acordo com o Fundo Monetário Internacional, o Brasil ocupa a nona posição na economia mundial, logo, seria racional acreditar que essa nação possui um sistema público de ensino eficiente. Porém, isso não acontece na prática e o resultado desse contraste é claramente refletido na falta de consciência da população quanto medidas de segurança que devem ser tomadas para que não haja contaminação, gerando, por consequência, o aumento dos casos de pessoas infectadas, e com essa proliferação do vírus, medidas drásticas são necessárias, como a paralisação total da circulação de pessoas e do comércio, contribuindo para um maior prejuízo na economia . Dessa forma, é preciso uma intervenção para que essa inaceitável questão seja modificada com o fito de alcançar a isonomia.

Além disso, cabe, ainda, salientar a negligência governamental como impulsionadora do problema. Desse modo, o governo, mediador das ações sociais, é o responsável por garantir o bem-estar da população, todavia, isso não ocorre no Brasil. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, torna-se essencial a resolução da problemática, a fim de diminuir a ocorrência desse cenário deletério.

Portanto, é de suma importância que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Dessarte, com o intuito de mitigar os efeitos da pandemia na economia, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais direcionadas pelo Tribunal de Contas da União, políticas públicas dentro das escolas que tenham como finalidade inserir a abordagem de medidas preventivas contra patógenos e temas que falem das relações econômicas do país em disciplinas, como sociologia e geografia, discutindo questões éticas e ambientais, com vistas a diminuir o crescimento do número de infectados, e com isso ameniza o forte impacto na economia.  Somente assim, a sociedade poderá alcançar a “Utopia”.