Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 18/05/2020
Coronavírus no Brasil: os desafios econômicos que surgem durante a pandemia
A pandemia mundial causada pelo novo coronavírus tem impactado negativamente diversos setores da economia global, tais como o do turismo, da educação e da vestimenta. Por causa dos longos períodos de quarentenas, indispensáveis para conter o vírus, dois fenômenos são observados em todo o globo. O primeiro demonstra que pequenas, médias e, em menor número, grandes empresas sofrem quedas nos lucros, levando a um corte no número de funcionários ou, em casos mais graves, à falência da companhia. Em segundo lugar, milhares de cidadãos se veem sem uma fonte de renda fixa, então não podem suprir suas necessidades básicas, como alimentação, saúde e higiene.
No Brasil, segundo o jornal Agência Brasil, o Produto Interno Bruto (PIB) sofreu uma retração de 1,2% já no primeiro semestre de 2020. Esse é um dos reflexos da diminuição na produção de bens e na oferta de serviços ao longo de todo território nacional. Por causa das medidas de isolamento, não é possível desfrutar do cotidiano normalmente - realizar viagens, casamentos, eventos empresariais, entre outros. Sendo assim, a tendência do mercado é observar uma retração nos gastos da população, já que não é possível manter o mesmo tipo de rotina de antes da crise.
Além disso, aqueles que tiveram seus salários diminuídos ou que perderam o emprego passam a estudar com mais atenção como vão empregar o dinheiro que possuem. A Folha de São Paulo informou que de janeiro a março deste ano, 1,218 milhão de brasileiros foram demitidos; desta forma, o passo mais lógico a ser tomado por essas pessoas é de quitar dívidas essenciais (água, luz, gás e aluguel) e garantir sua subsistência até que o cenário econômico se normalize e haja um crescimento no número de postos de trabalho novamente.
Diante do exposto, nota-se que medidas são necessárias para solucionar os problemas econômicos que a pandemia do coronavírus vem causando no país. Primeiramente, sugere-se que o Ministério da Economia aumente o valor da renda emergencial para R$ 1.000,00 e que a ajuda seja prolongada por mais noventa dias, totalizando seis meses, para garantir que a maior parte dos cidadãos continuem a consumir produtos e serviços que vão além das necessidades básicas. Além disso, o mesmo órgão poderia lançar um programa que garantisse abatimento no valor dos impostos de empresas, desde que os funcionários sejam mantidos e seus salários não sejam cortados. As empresas solicitariam o auxílio virtualmente, em um site do governo, uma vez aprovadas, entrariam na lista de beneficiários. A medida poderia durar cerca de doze meses, garantindo a estabilidade financeira das companhias.