Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 18/05/2020

Durante a história tivemos inúmeras epidemias e pandemias, sendo uma delas que assolou a humanidade foi a gripe espanhola no século XX, sendo uma vasta e mortal pandemia do vírus influenza, infectando 500 milhões de pessoas, cerca de um quarto da população mundial na época e  estima-se que o número de mortos esteja entre 17 milhões e 50 milhões, e possivelmente até 100 milhões, tornando-a uma das epidemias mais mortais da história da humanidade. Levando em conta que a gripe espanhola teve impacto negativo nos níveis de atividade econômica, emprego e renda nos países europeus e nos Estados Unidos, fazendo com que o PIB mundial que foi de 6%, e no consumo agregado, este impacto chegou a 8% na queda de seu PIB.

Com isso temos o COVID-19, podendo ser considerado a maior pandemia do século XXI, trazendo consigo fortes impactos na economia e no comércio internacional, visto que as economias pelo mundo desaquecidas e restrições de transporte entre países, crescem os obstáculos para que empresas de diferentes lugares comprem e vendam bens entre si. A crise está levando muitas delas a reformularem suas cadeias de fornecedores, buscando parcerias com firmas que estejam mais próximas geograficamente, causando os desequilíbrios estruturais vão desde a quebra de grande número de empresas até o desemprego muito alto e um aumento acentuado na pobreza, além da queda na bolsa de valores e problema no pagamento de empréstimos dos países.

No Brasil,  a crise pandêmica leva a uma fuga de capitais levando a desvalorização da moeda local, trazendo dificuldades para o  país que não têm reservas para conter variações fortes no câmbio, tendo o real acumulado uma desvalorização de 45% em relação ao dólar neste ano e há indícios de que essa trajetória de baixa vai continuar e  prevê que o PIB brasileiro deve cair 7,7% neste ano como consequência da pandemia, conforme  o Bank of America (BofA). Ademais os dados do IBGE apontam que já houve alguma alta no desemprego no primeiro trimestre, a taxa de desocupação no país foi de 12,2%, contra 11,0% no quarto trimestre de 2019, aumentando também o número de pessoas que pediram seguro-desemprego e que a produção industrial encolheu 9,1% em março.

Portanto é perceptível que essa crise mundial afeta não só as esferas econômicas e sim todas, desde a social até a política, sendo necessário políticas públicas que atenuem esses impactos como investir na ciência,medicina e nos meios científicos no combate à pandemia. Além de que projetem campanhas, comerciais em prol da saúde do povo buscando uma redução no número de mortos, melhorando o isolamento social e ter somente atividades essenciais no campo econômico para que a economia volte a crescer no mundo.