Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 21/05/2020

Desde o processo de formação da sociedade é comum deparar-se com o surgimento de diversas doenças, entretanto, com a revolução dos meios de transporte, tornou-se facilitada a difusão dessas para o resto do mundo. Desse modo, pode-se mencionar o caso do novo coronavírus que eclodiu na cidade de Wuhan, na China e se globalizou, na qual além de ser nocivo à saúde da população, gera impactos à economia. Nesse sentido, reconhecer a redução da atividade industrial, bem como o desemprego como consequências econômicas dessa pandemia, é determinante.

A priori, vale ressaltar que o novo coronavírus é de uma família viral, responsável por desencadear sintomas de resfriados e síndromes respiratórias graves. Portanto, devido a crescente disseminação e mortalidade dessa pandemia, vários países adotaram a política de isolamento social, interrupção do comércio e acordos internacionais, para frear a transmissão. Sendo assim, as indústrias abastecedoras foram obrigadas a diminuir suas atividades, uma vez que houve uma queda na demanda por bens e serviços importados, como por exemplo, a produção de automóveis e aparelhos eletrônicos. Dessa forma, os impactos contracionistas tornaram realidade na economia brasileira que segundo as projeções do Instituto Fiscal Independente, sofrerá retração de 2,2% neste ano.

Em consequência disso, o índice de desemprego estrutural saltou de 11% para 12,2% no primeiro trimestre deste ano, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sabe-se, que na medida em que as empresas tendem a reduzir sua produção e carga horária, é necessário recorrer às alternativas para manter a sua legitimidade, logo, vem a tona as demissões de funcionários da linha de frente, tal como vendedores, porteiros, domésticas e etc.  Entretanto, isso gera uma quebra na receita federal e torna favorável o surgimento de uma crise econômica ao longo prazo, dado que o governo tende a custear os auxílios emergências de desocupação e o poder de compra populacional decai, sendo essa a mediadora de 65% do produto interno bruto brasileiro (PIB).

Destarte, é evidente a necessidade de mudanças. Assim, cabe às indústrias e empresas prover redução salarial e manutenção de bens essenciais aos funcionários, através de acordos diretos, com o objetivo mitigar a necessidade de demissão e realocar funcionalmente em outros setores essenciais, de modo a não levar prejuízo na força de trabalho oferecida. Outrossim, é imprescindível que as nações mundiais se unem no enfrentamento da crise da pandemia, por meio da permanência de compras, tratos fundamentais com outros países e ajuda financeira aos mais afetados, com o intuito de fomentar a atividade industrial e diminuir o déficit do processo contracionista. Por conseguinte, será possível a reestruturação da economia mundial.