Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 19/05/2020
No filme “Guerra mundial Z” de Marc Forster, é retratado um cenário apocalíptico onde a disseminação de um vírus mortal que transforma seres humanos em zumbis, preocupa grande parte das entidades mundiais, entre elas a ONU (Organização das Nações Unidas). Fora da ficção, é fato que, com a pandemia do novo coronavírus, muitas organizações vêm se preocupando com a situação do cenário econômico pós-pandêmico, apresentando uma dicotomia entre os limites da preocupação financeira mundial e o saldo de mais de 300.000 mortes pelo globo.
A priori, é importante destacar que, com a crise da Covid-19, a economia mundial entrou em um processo de recessão e há a previsão de que o PIB mundial encolha cerca de 3%, situação essa que preocupa muitos economistas, observadores e políticos do âmbito internacional. Contudo, não só as grandes nações sofrem com o impacto financeiro, indubitavelmente, a população vêm sentindo o choque da paralisação geral. As pequenas e microempresas não possuem condições de manter uma gama de funcionários no contexto de interrupção de suas atividades e as grandes empresas, a fim de conter gastos excessivos, acabam descartando uma grande parcela de colaboradores. Nesse espectro, os trabalhadores, principalmente os informais, se encontram em uma situação calamitosa e o mundo enfrenta uma crescente taxa de desemprego e desestabilização monetária alarmante.
Por conseguinte, presencia-se uma crise clara no quadro mundial de saúde. Leitos de UTIs lotados, hospitais abarrotados e a carência de profissionais da área associados à inexistência de métodos profiláticos comprovados, são fatores notórios da necessidade de isolamento social no mundo contemporâneo. Não obstante, esse é o cenário mais chocante para pensadores como Arthur Schopenhauer, onde o maior erro que pode ser cometido por um homem, é valorizar mais qualquer aspecto de sua vida em detrimento de sua saúde. Ideia esta que não é reconhecida por uma maioria dos líderes mundiais, estes que minimizam os alcances da doença, mesmo com a evidente taxa de infecção e mortalidade notificadas, pregam o uso de medicamentos sem eficácia comprovada e se aproveitam da situação para desvios dos caixas públicos, aproximando-se dos paralelos ficcionais.
Portanto, providências são necessárias para amenizar o quadro atual. A OMC, organização responsável pela coordenação do comércio internacional, unida com as instituições econômicas dos países, deve propor medidas para a regeneração da economia junto com o auxílio de liberação de verbas para recuperação das instituições empreendedoras. Em cenário nacional, o Ministério da Economia deve organizar planilhas e liberar verbas para reparação de tal setor. Somente assim será possível combater uma possível crise financeira decorrente da mazela da SARS-COV 2.