Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 19/05/2020
A pandemia de Covid-19, causada pelo vírus SARS-CoV-2 ou Novo Coronavírus, vem produzindo repercussões não apenas de ordem biomédica e epidemiológica em escala global, mas também repercussões e impactos sociais, econômicos, políticos, culturais e históricos sem precedentes na história recente das epidemias.
A estimativa de infectados e mortos concorre diretamente com o impacto sobre os sistemas de saúde, com a exposição de populações e grupos vulneráveis, a sustentação econômica do sistema financeiro e da população, a saúde mental das pessoas em tempos de confinamento e temor pelo risco de adoecimento e morte, acesso a bens essenciais como alimentação, medicamentos, transporte, entre outros.
Em contramão do que o restante do mundo tem colocado, o Ministério da Economia, avalia que os choques trazidos pelo coronavírus no Brasil são “temporários e devem ser revertidos”. Em um momento de forte incerteza, o governo erra ao dimensionar a gravidade, extensão e impacto desta crise na sociedade brasileira, desconsiderando a estrutura de desigualdade e informalidade no país. Este erro se reflete nas medidas de combate à crise anunciadas por este Ministério.
Além disso, a necessidade de ações para contenção da mobilidade social como isolamento e quarentena, bem como a velocidade e urgência de testagem de medicamentos e vacinas evidenciam implicações éticas e de direitos humanos que merecem análise crítica e prudência. Outro fator é com as economias pelo mundo “frias” o comércio internacional deve ser fortemente abalado pela pandemia do novo coronavírus em 2020. restrições de transporte entre países, aumentando os obstáculos para que empresas de diferentes lugares comprem e vendam bens entre si.
O combate aos efeitos econômicos e sociais da crise exigirá uma das operações fiscais mais ousadas da história recente do capitalismo, já que não se trata apenas de uma medida anticíclica de recuperação dos níveis de investimento e crescimento, mas de uma verdadeira estatização dos fluxos de renda (salário e receita das empresas) por um período de pelo menos alguns meses. Além disso, será preciso ampliar a oferta de crédito através das instituições públicas, já que não existe maneira de obrigar as instituições privadas a aceitar tal risco em um momento de tamanha instabilidade e incerteza.