Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 19/05/2020
O necessário isolamento social efetuado em diversos países por conta da pandemia do novo coronavírus está causando uma grave recessão na economia mundial. Com o fechamento dos comércios, em conjunto com o cancelamento de eventos como shows e conferências, vôos e afins, os danos causados necessitarão de muitos anos para reparação, causando taxas de desemprego maiores e o valor de Produto Interno Bruto (PIB) dos países cada vez menor.
De acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (iata), o setor aéreo terá perdas de até 314 bilhões de dólares, assim como o Banco Central do Brasil indicou uma estimativa de queda de 5,12% no PIB brasileiro. Logo, tais taxas comprovam um cenário próximo: aumento da extrema pobreza, da fome e de pessoas em situação de rua. Indubitavelmente, isso ocasionará a perpetuação de uma instabilidade econômica.
Ao mesmo tempo, o Reino Unido registrou aumento de 69% de pedidos de auxílio desemprego, com 2 milhões de desempregados segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS). Por certo, esse levantamento reafirma o principal impacto da pandemia na economia; levando o mundo a um patamar de subsistência econômica, até mesmo as maiores potências. Quanto mais desempregados, menos o Capitalismo conseguirá se manter, já que produção e consumo, seus pilares, estarão abalados.
Sendo assim, com o número de desemprego e consumo cada vez mais baixo, é necessário que o Estado, por meio de ministérios e secretarias de economia e cidadania, intervenha com subsídios para a população. Apesar de também estar abalado, é o momento de ter uma economia menos liberal, que libere auxílios para desempregados e pessoas de baixa renda (como o Auxílio Emergencial e o Bolsa Família), a fim de manter os direitos de vida digna de suas populações.