Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 20/05/2020
O desastre econômico de um vírus
Influenza A, gripe espanhola, peste negra. Algumas das pandemias, que assim como o atual Corona Vírus, afligiram o mundo em sua existência. Não só nos impactos na saúde, o vírus também interfere na economia, com o aumento do nível de desemprego, provocado pelo isolamento social obrigatório ou voluntário, pela instabilidade na Bolsa de Valores e da valorização do dólar frente real. Ainda que exista a necessidade da população permanecer em casa para que o vírus não se alastre, a economia é uma pauta que precisa de atenção em um momento delicado como o que o país atravessa hoje.
Apesar de o isolamento social ter suas vantagens, a economia é afetada em proporções significativas. No primeiro trimestre de 2020, de acordo com dados do IBGE, a taxa de desemprego reduziu para 12,2% da população brasileira economicamente ativa, cerca de 12,8 milhões de pessoas. Quando o vírus alcançou o país, seguindo o exemplo de outros lugares, o governo de alguns estados e as pessoas, voluntariamente, adotaram o isolamento social para impedir a contaminação em maiores proporções, o que no fim das contas, acabou ocorrendo. Porém, o que se esconde por trás desse movimento são as demissões em massa de trabalhadores de empresas, fábricas e lojas, que ao perderem a maioria dos clientes ficam sem faturamento, consequentemente, a instabilidade econômica, neste caso, provoca uma drástica redução do quadro funcional, os resultados desaparecem e ter-se-á a falência de muitas empresas, que não suportarão as dificuldades do mercado.
Não só o desemprego é impacto econômico do vírus da Covid, mas também a desvalorização da moeda brasileira, o Real. Isso é evidenciado principalmente pelo aumento diário da cotação do dólar, que já beira os 6 reais. Todavia, não pode-se culpar apenas a pandemia pela crise econômica do Brasil, que se arrasta desde aproximadamente 2015; o que se pode dizer é que ela se agravou após o choque causado pelo vírus, que parou o comércio e diminuiu a confiabilidade de países estrangeiros no Brasil, afugentando os investidores e colocando o país em desvantagem na concorrência com outros produtores de commodities, isso sem mencionar a crise sociopolítica.
Desse modo, evidencia-se que o país atravessa um momento delicado em todos os sentidos, urge que o Ministério da Saúde, em conjunto com o da Economia, elabore um plano que possa beneficiar as suas áreas, sem deixar a saúde e bem-estar das pessoas em risco. Conjuminado com a questão da retomada econômica, que se crie novas linhas de crédito para as empresas, permitindo que elas fechem temporariamente e as pessoas fiquem em casa, mas de forma a garantir que elas possam voltar a funcionar após o isolamento e não entrem em colapso e fechem suas portas definitivamente.