Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 21/05/2020
Em 2020, o coronavírus acabou por mudar a realidade de todos por se caracterizar como uma pandemia e trazendo consigo impactos a curto e longo prazo. Embora num momento tão conflituoso o foco seja a saúde global, possivelmente o maior impacto a longo prazo será na economia, que no Brasil já havia sido afetada com a crise dos caminhoneiros em 2018. Pode-se afirmar que, com a desigualdade social presente, os mais fragilizados serão as famílias de baixa renda, muitas vezes sem amparo do governo.
Em primeira análise, vale destacar que a pandemia terá como uma das primeiras consequências o desemprego, dado que empresas começam a falir com a diminuição da produção. Apesar de que várias famílias com melhores condições econômicas tenham dinheiro guardado no banco para emergências, as de baixa renda dependem da transferência do salário para pagar as contas. Além disso, quem continua empregado e tem que sair de casa acaba mais exposto, contando que usa mais transporte público. Dessa forma, o país possui uma vulnerabilidade que afeta a todos, colocando milhares de cidadãos em situação desumana.
Ademais, o desemprego consequente da crise diminui o poder de compra da população. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), o consumo das famílias responde por 65% do PIB. Logo, com a falta de capital das famílias com pouca renda, que são maioria no país, o consumo será diminuído numa quantidade importante. Isso mostra o multilateralismo dessa questão, pois com o desemprego o consumo diminui, e em consequência ocorre mais desemprego, ainda mais no setor terciário que abriga pequenas empresas e serviços. Assim, números podem ser previstos com certa aproximação de como a economia será afetada, porém o que se pode afirmar é que será necessário o trabalho em conjunto para que o Brasil e o mundo se recuperem o mais rápido possível.
Portanto, pode-se inferir que o tema discutido é relevante e precisa de soluções. Para isso, o Ministério da Economia deve investir no programa já existente Bolsa Família, com o fim de ajudar pessoas que ainda não receberam a assistência necessária e inserir as novas famílias que vão se tornar candidatas ao programa social. Além disso, outras medidas como adiantamento do décimo terceiro e saque de FGTS, por exemplo, podem eventualmente excluir os trabalhadores informais, que fazem parte de boa parcela das famílias com menos condições financeiras. Por meio de adaptações de programas sociais e políticas mais inclusivas, espera-se que haja o menor impacto possível para os anos futuros de crise.