Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 19/05/2020

Contrariando a opinião de grande parte de figuras políticas e de empresários, o isolamento social não será a causa majoritária da recessão global prevista por diversos estudos como o do FED e do Banco Mundial. As principais causas serão o fim de atividades aglomerativas devido o temor do contágio e a diminuição de gastos individuais como forma de defesa contra as dificuldades da recessão econômica.

Primeiramente é importante destacar a conexão entre economia e a pandemia. Os efeitos trágicos do coronavírus causam na população uma espécie de pânico, fazendo com que, por segurança, o número de aglomerações diminua. Setores como o de shoppings, eventos de média e grande proporção e até a aviação civil - setor mais prejudicado com a crise devido o baixo fluxo de caixa das empresas e da decrescente demanda.

Iniciando no tema da diminuição de gastos e portanto um acumulo de riqueza - tanto grandes fortunas como modestas poupanças - é um fenômeno comum de momentos pré-crise. Fazendo uma analogia ao Japão da década de 80, com uma cultura pouco consumista e após a recuperação pós-guerra, famílias japonesas mantiveram o hábito de pouco consumo e muitas poupanças. Isso é ruim num cenário econômico estável e é péssimo numa situação de recessão.

Portanto, conclui-se que a economia global enfrentará notáveis desafios gerando um efeito “bola de neve” imenso que refletira no desemprego - cerca de 30 mi de pedidos de auxílio desempregos no mês de abril nos EUA -, grande numero de empresas decretando falência - 600 mil micro e pequenas empresas fecharam no Brasil durante até o final do mês de abril. Políticas de créditos a baixo juros e auxílios públicos cedidos pelo governo e por bancos são de grande importância. É de extrema importância que haja uma articulação política e criação de um efetivo plano de recuperação pelas autoridades responsáveis.