Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 21/05/2020
De acordo com o sociólogo clássico Karl Marx, as relações econômicas são o principal motor da transformação da humanidade. Paralelo a isso, embora o contexto hodierno seja marcado pela ascensão da pandemia de Novo Coronavírus (COVID-19), a perspectiva economicista da sociedade ainda faz-se importante para a manutenção do progresso da civilidade, bem como para a resolução de enfermidades de saúde. Com efeito, é mister expor e analisar os impactos do COVID-19 na economia mundial, assim como viabilizar medidas para mitigá-los.
Em primeiro lugar, é imperativo pontuar que a sobrecarga no sistema de saúde, devido à pandemia de COVID-19, prejudica as contas públicas, principalmente, em países emergentes como o Brasil. Isso se dá pela superlotação de inúmeras unidades hospitalares em diversas cidades brasileiras,sobretudo São Paulo e Rio de Janeiro, em que as filas por busca de tratamento e o número de infectados estão cada vez mais preocupantes. Tal fato pode ser analisado à luz do filósofo grego Aristóteles, que afirmava, em sua época, que o Estado deveria atuar como um intermediador de conflitos sociais, visando ao equilíbrio da pólis. Nesse viés, faz-se imprescindível que haja ações paliativas da esfera pública para amenizar esse cenário caótico.
Outrossim, é válido averiguar que a crise econômica gerada pela pandemia de Coronavírus faz-se uma realidade, em âmbito global. Tal fator ocorre por consequência de desequilíbrios nas cadeias produtivas de grandes empresas, além da adoção de medidas restritivas, que vão desde a demissão em massa de inúmeros funcionários, até a falência de patentes importantes. Isso comprova-se por dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que revelam uma recessão de 6,9 % no setor terciário do Brasil, no ano de 2020, após rígidas providências governamentais devido à pandemia. Logo, faz-se substancial ações colaborativas da sociedade, em articulação com o Poder Público.
Em síntese, a observação crítica dos fatos supracitados reflete a urgência de medidas fiscais para conter os impactos da pandemia na questão econômica. Portanto, cabe ao Governo Federal, por meio do Poder Legislativo, sancionar uma lei que cria um fundo de arrecadação monetária destinado a regiões mais afetadas, em termos socioeconômicos, com o objetivo de abastecê-las com recursos e reduzir a sobrecarga no sistema de saúde dessas. Ademais, o Ministério da Economia deve estabelecer um Plano Nacional de Recuperação Econômica (PNRE), a partir de ações que reduzam, temporariamente, a carga tributária empresarial, além da concessão de subsídios financeiros a empresas de pequeno e médio porte, a fim de contornar a recessão. Assim, a sociedade e o Poder Público serão mais promissores em reconstituir o crescimento da economia.